ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Câmara do DF arquiva pedidos de impeachment contra Agnelo

Parlamentares da base aliada foram acionados pelo Planalto para proteger o governador

10 de novembro de 2011 | 20h 19
Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Com aval do Palácio do Planalto, foi desencadeada uma operação de socorro ao governador Agnelo Queiroz (PT-DF), alvo de denúncias de recebimento de propina quando foi ministro do Esporte (2003-2006) e diretor da Anvisa (2007-2010).

Veja também:
link Governador é exaltado por militantes em seu aniversário
link Líderes governistas da Câmara livram Agnelo de convocação
link Em depoimento gravado, lobista cita seis pagamentos
link Agnelo diz que acusações de corrupção 'não merecem crédito'
link ESPECIAL: Leia tudo sobre os escândalos de corrupção

Sob fogo cerrado há mais de um mês, Agnelo retraiu-se no início da crise e foi aconselhado a cancelar a comemoração do aniversário na quarta-feira à noite. No entanto, animado com os primeiros resultados da blindagem, resolveu reagir. Em nível doméstico, o socorro lhe foi garantido pelos 14 partidos da base aliada, do PT, PC do B e PSB, aos PMDB, PTB e PP, além de nanicos como PHS, PRP e PSL.

No auge da crise, há duas semanas, nada menos que 19 dos 24 deputados distritais assinaram um manifesto de apoio irrestrito ao governador. O documento, intitulado "Em defesa do governo e da governabilidade", atribui as denúncias a uma tentativa de golpe da oposição. A tradução desse gesto é que não passa nada no Legislativo que crie embaraços ao governador.

Isso ficou claro na última quarta-feira, quando a Câmara Legislativa rejeitou cinco requerimentos pedindo instalação de CPI e abertura de processo de impeachment. Caíram por terra até requerimentos pedindo a mera convocação de acusadores para depor, entre os quais o lobista Daniel Tavares, que afirmou - e depois negou - ter pago propina a Agnelo durante cinco anos.

Nem mesmo o extrato de uma suposta propina de R$ 5 mil, depositada por Tavares na conta de Agnelo, convenceu o parlamento do DF a abrir investigação. "As denúncias partem de adversários que sucumbiram no submundo da política", justificou o deputado Wasny de Roure, líder do PT na Câmara Legislativa. "Cabe à Procuradoria-Geral da República investigar, não a nós", completou Cláudio Abrantes (PPS).

Tranquilizado. A posição adotada pela Casa, segundo os parlamentares, é só agir depois do resultado das investigações. Algumas horas antes da festa, Agnelo teve conversa decisiva com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo - e saiu certo de que a conversa foi tranquilizadora.

No cenário nacional, a operação pró-Agnelo conta com pesos pesados como o ex-ministro José Dirceu e o presidente do partido, Rui Falcão. Na retaguarda, pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

A iniciativa também está dando certo. Na última terça-feira, a Câmara dos Deputados rejeitou um requerimento de convocação de Agnelo para depor na Comissão de Fiscalização e Controle. A justificativa para essa posição, segundo Eduardo Cunha (PMDB-RJ): a Câmara "não é lugar para tratar de briga paroquial". Cunha articulou a ajuda federal, a pedido do vice-governador Tadeu Filippelli, presidente do partido no DF.




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional

  • Embate Gilmar Mendes x Lula ganha contornos de quase crise institucional
  • Haddad quer corredor de ônibus na 23 de Maio
  • Ex-pintor não sabia que poderia ter acesso ao Bolsa Família