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Centro-esquerda lidera corrida eleitoral de fevereiro na Itália

06 de janeiro de 2013 | 11h 06
Reuters

A coalizão de centro-esquerda da Itália, liderada por Pier Luigi Bersani, tem uma vantagem confortável a menos de dois meses das eleições no país, enquanto o bloco do atual primeiro-ministro Mario Monti pode ganhar até 15 por cento dos votos, segundo uma pesquisa.

Monti foi nomeado em novembro de 2011 para liderar um governo de direita-esquerda não-eleito, formado por especialistas, para salvar a Itália da crise financeira após Silvio

Berlusconi sair em meio a um escândalo sexual e uma crise que ameaçava o euro. A coalizão centrista de 69 anos está agora em uma corrida de três vias com a coalizão de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrático (PD), e com o bloco de centro-direita, liderado pelo Partido Povo da Liberdade (PDL), liderado pela quarta vez pelo primeiro-ministro Berlusconi.

O número de eleitores que dizem que vão votar no grupo de Bersani nas eleições de 24 e 25 fevereiro permanece o mesmo, entre 38 e 39 por cento. Só o PD deve receber de 32 a 33 por cento dos votos, segundo o instituto de pesquisas ISPO.

A coalizão de Monti recebeu entre 14 e 15 por cento das intenções de voto, a partir de pouco mais de 10 por cento antes de entrar na corrida. Berlusconi tem impulsionado seu próprio partido para 17 a19 por cento de 13 a 16 por cento das intenções no início de dezembro, segundo a pesquisa publicada no domingo.

Se Berlusconi conseguir negociar uma aliança com a Liga Norte, sua coalizão pode chegar a 28 por cento dos votos, segundo o ISPO. As duas partes vão negociar no domingo.

"O PDL tem visto a sua aceitação crescer, graças à presença cada vez mais frequente de Berlusconi na tela da televisão", disse Renato Mannheimer, diretor da ISPO. Grande parte do aumento do PDL veio do grande grupo de eleitores indecisos e desiludidos, disse Mannheimer.





Tópicos: POLITICA, ITALIA*

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