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Chinaglia espera resposta de Tarso sobre filmagem na Câmara

Episódio aconteceu durante investigação da Operação Santa Tereza, que descobriu desvios no BNDES

01 de maio de 2008 | 17h 10
Carolina Ruhman, da AE

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse hoje que está à espera da resposta do ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre o episódio de suposta filmagem da Polícia Federal na Casa, durante investigação na chamada Operação Santa Tereza, que apura esquema de desvio de recursos públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Chinaglia defendeu a realização das investigações, mas destacou a necessidade de se preservar o espaço público. "O primeiro direito é do povo brasileiro de usar as dependências da Câmara", afirmou. "A Câmara sempre colaborou com investigações", acrescentou.   VEJA TAMBÉM PF não cometeu crime em filmagem na Câmara, diz Tarso 'Não me preocupei com prisão de advogado de Maluf', diz Lula PF investiga prostituição e encontra fraude no BNDES Especial: as ações da Polícia Federal no governo Lula     "Ali nunca houve a hipótese de se permitir a entrada da Polícia Militar", afirmou Chinaglia, durante a festa de 1º de Maio, promovida pela CUT-SP no autódromo de Interlagos. "Se depender de mim, a polícia primeiro deve cumprir seu dever, e se quiser entrar, tem que comunicar antes", afirmou.   Os detalhes da investigação na Câmara foram revelados pelo jornal O Estado de S.Paulo, na edição do último dia 27. Segundo o jornal, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, ex-presidente da Força Sindical, foi monitorado pela operação da PF nos corredores da Câmara. Como na manhã de 13 de fevereiro, uma quarta-feira, quando federais disfarçados o filmaram acompanhado de João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do parlamentar na Força. Conforme o Estado de S. Paulo, relatório reservado da polícia mostraria que o deputado e seu amigo teriam sido filmados na Câmara.   Na última segunda-feira, Chinaglia disse que a PF não pedira autorização à direção da Câmara para filmar e fotografar Moura, nem fazer qualquer tipo de investigação nas dependências da Casa.




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