Chuva alaga cobertura e juiz recebe R$ 150 mil
Tribunal de Justiça paulista fez o adiantamento para desembargador arrumar apartamento
Chuva de verão foi a justificativa que o desembargador Celso Luiz Limongi usou para solicitar pagamento adiantado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em 2010. O temporal, argumentou o magistrado, alagou sua cobertura no bairro do Campo Belo, na zona Sul.
Veja também:
Chuvas rompem outro dique em município do norte do Estado do Rio
Nova lei põe regalia de juízes em debate
Desembargadores receberam R$ 1 milhão de verba antecipada
Ele resgatou R$ 150 mil na ocasião, recurso que afirma ter usado para cobrir despesas com reparos no apartamento. Hoje aposentado, ele calcula que ainda tem créditos a receber da corte superiores a R$ 1 milhão, especialmente de férias.
"Não parava de chover, foi uma violenta tempestade que inundou tudo e apodreceu até os guarda-roupas de dois dormitórios", conta Limongi, que entre 2006 e 2007 presidiu o TJ paulista, maior corte do País, reduto da resistência ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na semana passada, a presidência do TJ divulgou que entre 2006 e 2010 dois desembargadores receberam R$ 1 milhão cada por meio de pagamento antecipado, modelo de desembolso que está sob suspeita do CNJ.
O TJ não revelou os nomes dos beneficiários. Apenas citou que tais liberações se deram naquele período de cinco anos, quando a corte foi dirigida sucessivamente por Limongi, Roberto Vallim Bellocchi e Antonio Carlos Vianna Santos, que morreu há um ano.
Os supercontracheques dos magistrados são construídos a partir de acúmulo de períodos de férias em aberto, compensações por atraso na concessão de auxílio-moradia e outras vantagens que os tribunais oferecem.
Segundo Limongi, em sua gestão foram feitos pagamentos a mais para juízes que passavam necessidades. "Uns R$ 50 mil, R$ 60 mil, mas para juízes em situação excepcionalmente dramática e, ainda assim, em prestações, de R$ 10 mil ou R$15 mil, duas, três vezes. Atendi pessoas necessitadas, com problemas de saúde, e funcionários também."
Sobre o seu embolso, ele conta: "Fiz um pedido fundamentado. Moro numa cobertura que não tem nada de luxuosa. Lembra as chuvas de janeiro de 2010? Não parava de chover. Acabou com o meu apartamento, estragou os móveis. Eu não tinha condição com o meu ordenado de arcar com uma reforma para consertar os vazamentos todos. Chovia de vazar para o 17.º andar do prédio (ele mora no 20.º). Pedi e o Vianna pagou uma parte".
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Rota invade suposta reunião do PCC e ação ...
- 03 Marconi Perillo se antecipa à CPI do ...
- 04 Mercado financeiro prevê PIB abaixo de 3% em ...
- 05 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 06 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 07 Governo já discute redução de superávit ...
- 08 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados










