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Cidades inundadas enfrentam aumento de doenças

Apesar da ausência de surtos, há um aumento nos casos de diarreia, verminose e infecção respiratória aguda.

28 de maio de 2009 | 6h 15

Nas visitas diárias que fazem aos 54 abrigos destinados às vítimas das enchentes em Bacabal, no Maranhão, os agentes de saúde do município já percebem um aumento nos casos de algumas doenças.

Segundo a coordenadora do serviço de assistência de enfermagem aos abrigos, Joanna Dark, apesar de ainda não haver surto de nenhuma enfermidade, há um aumento nos casos de diarreia, verminose e infecção respiratória aguda.

O contato com a água contaminada pela enchente e a aglomeração nos abrigos, onde estão 4,7 mil pessoas, algumas há mais de um mês e em precárias condições sanitárias, são apontados como as principais causas desse aumento.

"Falta de higiene, mãos sujas, contato com fezes, alimentos mal lavados, tudo isso pode causar diarreia e verminoses", diz a enfermeira.

No caso das doenças respiratórias, a propagação é facilitada pelo fato de várias famílias às vezes terem de dividir um pequeno cômodo, sem ventilação adequada.

Bacabal é uma das cidades mais atingidas pelas enchentes no Maranhão. Os primeiros desabrigados tiveram de deixar suas casas ainda em março, quando o rio Mearim começou a subir e invadir os imóveis.




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