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Ciro teme que Lula atue nos Estados para impedir sua candidatura

Deputado duvida que presidente lhe peça pessoalmente para desistir, mas não descarta que PSB seja pressionado a não dar legenda

18 de março de 2010 | 16h 05
ANDRÉ MASCARENHAS E JULIA DUAILIBI

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) teme que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atue nos Estados em que o PSB mantém aliança com o PT para constranger seu partido a não lhe conceder a legenda para sua planejada candidatura à Presidência da República. Em entrevista exclusiva à TV Estadão nesta quinta-feira, 18, Ciro desautorizou as versões de que teria uma conversa definitiva sobre seu futuro político com Lula em março - "vocês marcaram para anteontem, mas ele está em Israel", brincou -, mas não descartou que o presidente atue nos bastidores para impedi-lo.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), em entrevista à TV Estadão nesta quinta-feira - Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), em entrevista à TV Estadão nesta quinta-feira

"O Lula, pela delicadeza que ele me trata, pelo respeito que ele me tem, e é recíproco, até maior o meu - eu gosto dele fraternalmente, com muito carinho, além do respeito, da gratidão pelo bem que ele faz ao povo brasileiro - ele não me pedirá jamais pra eu não ser candidato", disse o deputado. Questionado se haveria outras formas de o presidente fazê-lo ficar de fora do pleito, Ciro concordou: "As outras formas podem ser muito cruéis. Por exemplo, constranger o partido a não me dar legenda."

O deputado se refere aos diretórios estaduais do PSB que trabalham pela candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), em troca de uma aliança com o PT para o governo dos Estados. Rio Grande do Norte e Sergipe vivem esse dilema. No Rio Grande do Norte, a governadora Wilma de Faria, do PSB, trabalha para emplacar a candidatura de seu vice, Iberê Ferreira de Souza, do mesmo partido, ao governo do Estado. Em Sergipe, o governador Marcelo Déda, do PT, que deve concorrer a reeleição, tem como vice Belivaldo Chagas Silva, do PSB.

"A seção de Sergipe, seção do Rio Grande do Norte, são seções respeitadas, porque eles têm uma aliança com o PT, e ali o PT os constrange. Mas esquecem os companheiros que eu também tenho uma aliança com o PT. Nós temos aliança com PT nos três estados que governamos e nos cinco estados que o PT governa", contemporizou.

Ainda assim, ele garante ter, na legenda, o apoio necessário para pleitear a candidatura. "Tudo o que eu faço, até o presente momento, está em perfeita sintonia com a direção do meu partido."

Ibope

O deputado também minimizou a importância da pesquisa CNI/Ibope divulgada na quarta-feira, 17, em que sua candidatura aparece como um fator neutro na definição do segundo turno. O levantamento vai no sentido oposto da tese, defendida por Ciro, de que sua candidatura seria um fator decisório para que Dilma leve a decisão para o segundo turno.

"A candidatura existe para apresentar uma proposta, um projeto. E é grave a necessidade no caso brasileiro, porque eu considero, sendo aliado do presidente Lula e amigo dele, um equívoco, que faz mal pro país, fazer das eleições gerais de 2010 um plebiscito despolitizado entre os amigos do Lula, nos quais eu me incluo, e os amigos do (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso. O Brasil não cabe nisso", afirmou.




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