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Coligação de Dilma avalia que eleição 'já acabou'

31 de agosto de 2010 | 20h 29
VERA ROSA - Agência Estado

Os partidos da coligação que sustenta a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República avaliam que a eleição "já acabou" e estão empenhados, agora, em contornar problemas regionais.

Em reunião do Conselho Político da campanha hoje ontem à tarde, dirigentes do PMDB e do PSB pediram "tratamento igualitário" por parte de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos concorrentes de todas as siglas que compõem a aliança nos Estados. "A eleição já está ganha, não tem mais eleição", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "Agora é hora de nos unir nos Estados e nos vacinar contra intrigas", acrescentou.

"A não ser que haja um terremoto no céu, um tsunami no Paranoá ou um maremoto em Mato Grosso, a campanha já acabou", completou o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Para evitar polêmica, a cúpula do PMDB tenta agora negar que esteja de olho nos cargos de eventual governo Dilma.

"Não estamos discutindo o pós-eleição", insistiu Alves. Embora o presidente do PT, José Eduardo Dutra, tenha saído do encontro com discurso mais cauteloso, sob o argumento de que "não se pode subir no salto alto", todos os aliados deram a disputa como favas contadas no primeiro turno. "A oposição, capitaneada por José Serra (candidato do PSDB), renunciou, não apresentou qualquer modelo alternativo", comentou Amaral.

A ordem, agora, é evitar marolas e fazer de tudo para que nada desande na campanha. Até mesmo o lançamento do programa de governo de Dilma foi suspenso. Em conversas reservadas, dirigentes do PT alegam que o importante é apresentar os principais eixos do programa na propaganda de televisão e não dar margem para que a imprensa "procure polêmicas com lupa".

Blindagem




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