Com fim da CPMF, especialista sugere adiar movimentação
Para Sindicato dos Contabilistas, correntistas podem economizar; Sinduscon-SP não aconselha adiamento
Com a derrubada da Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira (CPMF) pelo Senado Federal, os correntistas e investidores têm a chance de economizar algum dinheiro caso consigam postergar suas movimentações financeiras, a partir de agora, até o dia 2 de janeiro do ano que vem, quando o imposto do cheque deixará de ser cobrado. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo, Sebastião Luiz Gonçalves dos Santos.
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Para exemplificar a economia que o consumidor pode ter, ele cita: "Na aquisição de um veículo de cerca de R$ 50 mil, se o comprador emitir um cheque para este ano, terá que desembolsar também cerca de R$ 190 por conta da cobrança da CPMF. Ou seja, um montante que pode ser destinado para outros fins, como a complementação do pagamento do IPVA de 2008."
Mesmo que os valores não sejam expressivos, Sebastião Gonçalves acredita que vale a pena tentar negociar com os credores a transferência das movimentações financeiras que seriam efetuadas até 31 de dezembro deste ano para janeiro de 2008. "Toda economia, sobretudo num período de final de ano, é sempre muito bem vinda, por isso os correntistas e investidores devem ficar atento a essa possibilidade", argumentou.
Imóvel
Maurício Bianchi, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do Sinduscon-SP, porém, discorda da avaliação de Santos. "Hoje o grande mercado que faz aquisição de imóveis dá sinais pequenos e faz um parcelamento dos valores de longo prazo". Assim, em sua opinião, a economia da alíquota de 0,38% sobre um sinal pequeno não vale o risco de perder o imóvel.
"Se o sinal fosse de 50%, poderia valer a pena. Mas hoje em dia, há casos de imóveis de R$ 500 mil em que o sinal não é nem de R$ 10 mil", acrescentou. Na ponta do lápis, em uma entrada de R$ 10 mil, a economia com a CPMF seria de R$ 38.
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