Com greve, comércio de Salvador vive rotina de tensão
Greve da polícia entra em décimo dia, com prisão de líder após divulgação de gravações.

A falta de policiamento nas ruas em virtude da greve da polícia baiana, o aumento no número de homicídios e a ocorrência de alguns saques têm feito o comércio de Salvador viver uma rotina de tensão.
Na Liberdade, um dos bairros mais atingidos pela insegurança, o comércio teve de baixar as portas mais cedo. O movimento, no entanto, parece perder força após a prisão do líder grevista Marco Prisco.
Patrícia Brasil, 27 anos, vendedora de uma floricultura, conta que nos últimos dias motoqueiros passaram pelas ruas do bairro mandando os comerciantes fecharem as lojas e anunciando arrastões.
"A Liberdade é um bairro calmo, um bairro bom de morar. Mas sem a polícia, ficou o bairro pior", diz Patrícia.
Ela diz estar ansiosa para o fim da greve, para voltar a "viver em paz" e sair às ruas com tranquilidade.
"É assustador, é terrivel. Eu mesma não sabia o quanto a polícia fazia falta. E fui ver que faz muita falta", disse.
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