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Com o PT, Conselho de Ética arquiva ações contra Sarney

Em votações idênticas, colegiado negou, por 9 a 6, recursos contra arquivamento de processos

19 de agosto de 2009 | 17h 16
da Redação

Favorável a que os senadores do PT votassem conforme sua consciência, Mercadante foi contrariado pela direção nacional do partido. Na manhã desta quarta-feira, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, mandou uma nota aos senadores do partido pedindo unidade no arquivamento das ações contra Sarney. Mercadante - que deve concorrer a reeleição no ano que vem - negou-se a ler o texto na comissão, deixando o constragimento para o senador João Pedro - cujo mandato vai até 2014.

Delcídio criticou a atitude. "Um exército forte é feito de um líder forte. Nós nos sentimos desamparados hoje", disse o senador petista.

Senador faltante

Quatro das seis denúncias registradas contra Sarney foram apresentadas por Virgílio, e outras duas foram registradas em conjunto por Virgílio e Cristovam Buarque (PDT-DF). As representações contra o presidente do Senado foram cinco: três de autoria do PSDB e duas do PSOL. Pesavam contra Sarney denúncias de envolvimento em atos secretos e de desvio de recursos de patrocínio da Petrobrás na Fundação José Sarney.

Como esperado, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Casa, não compareceu à reunião e em seu lugar votou a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Fortes justificou para o líder do partido, senador Agripino Maia (RN), que não se sentia à vontade em votar contra o presidente do Senado, sendo ele também integrante da Mesa Diretora.

Em reunião na terça-feira, Agripino Maia ameaçou deixar a liderança do partido caso os senadores não votassem pela abertura de processo contra José Sarney. Agora, o conselho vai votar o bloco das cinco representações contra Sarney, sendo três do PSDB e duas do PSOL.

A partir de agora, os senadores devem travar uma discussão política sobre a possibilidade de recorrer ou não contra os arquivamentos ao plenário do Senado. Os governistas defendem que a resolução que rege o Conselho de Ética determina que não há possibilidade de recorrer ao plenário quando os conselheiros votam pelo arquivamento de uma ação. Os senadores de oposição, em contrapartida, defendem que o regimento do Senado coloca o plenário como instância máxima e a resolução do Conselho não poderia ser mais importante do que o regimento da Casa.

Veja como votaram os senadores nos dois casos:

Pela abertura dos processos:

Demóstenes Torres (DEM-GO)

Eliseu Resende (DEM-MG)

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)



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