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Com o PT, Conselho de Ética arquiva ações contra Sarney

Em votações idênticas, colegiado negou, por 9 a 6, recursos contra arquivamento de processos

19 de agosto de 2009 | 17h 16
da Redação

O Conselho de Ética do Senado rejeitou nesta quarta-feira, 19, em duas votações idênticas e com o apoio de senadores do PT, os recursos contra o arquivamento de todas as seis denúncias e 5 representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Uma representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio, (AM) também foi rejeitada, só que no caso do tucano, a decisão foi unânime.

Presidido por Paulo Duque, Conselho de Ética arquivou as denúncias contra Sarney e Virgílio - Celso Junior/AE
Celso Junior/AE
Presidido por Paulo Duque, Conselho de Ética arquivou as denúncias contra Sarney e Virgílio

Com a decisão, o presidente do Senado, José Sarney avaliou que o clima político no Senado. Questionado se havia ficado satisfeito com o resultado da votação do conselho, Sarney disse: "Acho que todos ficamos, porque ultrapassamos uma fase".

As votações do Conselho de Ética foram realizadas em bloco. Num primeiro momento, foram analisadas as denúncias e, depois, as representações. Em ambas as votações, o placar foi o mesmo: 9 a 6 pela rejeição dos recursos e arquivamento dos processo.  Contaram para o resultado os votos dos senadores petistas Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC), que até a noite de terça-feira, 19, estavam indefinidos..

Por último, o conselho negou, por unanimidade, o recurso contra o arquivamento do processo de Virgílio.

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Senadores da oposição protestaram contra a decisão de se votar em bloco. Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a decisão é antidemocratica, pois impede a discussão. "Votar em bloco é uma demontração de falta de ddemocracia", disse, antes do início das votações.

Votos do PT

Com idas e vindas desde o início da crise do Senado, a posição do PT no conselho, decidida na última, foi decisiva e gerou polêmica entre os próprios senadores do partido. Contrário ao arquivamento de todas as ações, o líder da bancada no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), chegou a colocar, na noite de terça-feira, 18, seu cargo à disposição do partido.

Favorável a que os senadores do PT votassem conforme sua consciência, Mercadante foi contrariado pela direção nacional do partido. Na manhã desta quarta-feira, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, mandou uma nota aos senadores do partido pedindo unidade no arquivamento das ações contra Sarney. Mercadante - que deve concorrer a reeleição no ano que vem - negou-se a ler o texto na comissão, deixando o constragimento para o senador João Pedro - cujo mandato vai até 2014.



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