Com tumor eliminado, Lula permanece no hospital com inflamação
A decisão de internação foi tomada por precaução, já que no hospital o monitoramento da evolução do estado de saúde do ex-presidente é mais preciso
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve seguir internado durante este domingo no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula foi internado no sábado por volta de 17h, depois de ter recebido a visita do médico Artur Katz. A informação foi divulgada pela colunista Sonia Racy no estadão.com.br. Na avaliação, Katz observou que o ex-presidente estava fraco e apresentava forte tosse.
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A decisão de internação foi tomada por precaução, já que no hospital o monitoramento da evolução do estado de saúde de Lula é mais preciso. O ex-presidente, acompanhado de sua esposa Marisa Letícia, está recebendo medicamentos para reidratação.
Os médicos informaram, ainda, que exame realizado ontem mostrou que não há mais tumor na região da laringe, mas ressaltaram que isso não significa que o ex-presidente esteja curado.
Ontem, Lula havia passado por nova sessão de radioterapia, parte do tratamento contra um câncer de laringe descoberto no final de outubro. Segundo o boletim médico divulgado mais cedo, os problemas apresentados - inflamação da mucosa da laringe e do esôfago - são comuns a pacientes que se submetem a esse tipo de tratamento. Depois de passar o fim de semana hospitalizado, Lula deve retomar a radioterapia na segunda-feira, conforme previsto no cronograma. Lula deve encerrar até o final da semana o total planejado de 33 sessões de radioterapia.
Sábado, a escola de samba Gaviões da Fiel leva ao sambódromo enredo em homenagem ao ex-presidente. A agremiação reservou lugar para Lula desfilar, mas a decisão depende de autorização médica.
Anteontem, Lula não pôde ir à festa de 32 anos do PT, em Brasília. Ele enviou uma carta em que dizia que o tratamento havia entrado "na etapa final" e que deveria "manter a disciplina seguida até agora, para que a cura seja completa".
Normalidade
Médicos do Hospital A. C. Camargo ouvidos pelo Estado explicaram que é normal pacientes com câncer de laringe apresentarem inflamações desse tipo durante a radioterapia.
A aplicação focada dos raios na laringe acaba provocando uma inflamação chamada mucosite na cavidade oral da boca e na faringe. O resultado são dores, ardência e dificuldade para engolir, o que acaba inibindo o apetite. "Se o paciente está sentindo dor demais, é preciso recorrer a vias alternativas para se alimentar, com sonda e hidratação intravenosa", diz o oncologista clínico Thiago Bueno.
O fundamental é evitar que essa perda não supere os 10% do peso do paciente. "Menos nutrido, o paciente fica mais suscetível a inflamações", explica o radioterapeuta Douglas Guedes de Castro. Segundo ele, esses efeitos colaterais não têm relação com o resultado do tratamento em si.
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