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Começa saída em massa de petistas do governo do Rio

30 de janeiro de 2014 | 19h 05
LUCIANA NUNES LEAL - Agência Estado

A retirada em massa dos petistas que têm cargos comissionados no governo do Rio, prometida pela direção regional do PT, começou nesta quinta-feira, 30, com o pedido de demissão de cerca de 50 funcionários da Secretaria do Ambiente do Estado e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Trinta comissionados da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos devem pedir demissão nesta sexta-feira, 31, mas as informações obtidas pela reportagem são que grande parte dos funcionários pretende ficar e esperar a decisão do novo secretário, contrariando resolução do PT estadual, que determina que todos os filiados peçam exoneração até amanhã.

"Todos os petistas estarão fora do governo, vamos conferir o Diário Oficial a partir de segunda-feira (3). Estão todos mais do que avisados que têm de sair. Quem descumprir a resolução está fora (do partido)", diz o presidente regional da legenda, Washington Quaquá. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que nesta quarta-feira, 29, tornou público o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, apesar do fim da aliança PMDB-PT no Rio, assina nesta sexta-feira a exoneração dos secretários petistas Zaqueu Teixeira, de Assistência Social e Direitos Humanos, e Carlos Minc, do Ambiente. Perguntado sobre quantos petistas tinha no governo do Estado, Cabral respondeu: "Dois, os dois secretários. Eles têm autonomia para escolher os subordinados, não sei se são filiados ou não".

A secretária interina do Ambiente e presidente do Inea, Marilene Ramos, também petista, disse nesta quinta-feira que assinou o pedido da própria exoneração e de cerca de 50 funcionários da secretaria e do instituto. Marilene negou a intenção de se licenciar da sigla para continuar no cargo. "Há quatro meses, quando se falou numa possível saída do PT, houve uma consulta do governo se eu poderia ficar. Mas o PT não saiu e não pensei na hipótese. Na conjuntura atual, não vejo essa possibilidade", disse. "Há uma ideia de que temos (grandes) quantidades de cargos de confiança, mas somos um órgão técnico. Recentemente, contratamos 600 concursados", defendeu. Minc está de férias na Bahia.

Teixeira lamentou o fim da aliança e disse que alguns funcionários de cargos de confiança poderão ficar na secretaria para fazer a transição com o novo secretário. Nos próximos dias, o Diário Oficial começará a publicar as exonerações. "A melhor decisão seria estarmos unidos e teríamos uma aliança muito mais forte no Rio de Janeiro. A união deu muito certo, estamos juntos há sete anos. Nossos caminhos estão se separando agora, mas no futuro estaremos juntos novamente", afirmou.

O secretário demissionário disse não saber o número total de funcionários comissionados filiados ao PT e negou que a secretaria seja um feudo petista no governo Cabral, como definem alguns aliados do governador. "O governador deu-me liberdade para escolher e meu critério sempre foi técnico. Sempre analisei currículo, nunca filiação partidária", disse Teixeira, citando alguns dos principais colaboradores que não são militantes petistas.

Desde o primeiro ano do primeiro mandato do governador do Rio, em 2007, a Assistência Social e Direitos Humanos é ocupada pelo PT. De acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão, a pasta tem 453 funcionários em atividade - 377 (83%) ocupantes de cargos em comissão. O governo do Estado diz não saber quantos são filiados a agremiações.





Tópicos: Cabral, PT

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