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Conheça a vida e os escândalos de Celso Pitta

Trajetória do ex-prefeito paulistano foi conturbada por acusações de corrupção

21 de novembro de 2009 | 8h 37
estadao.com.br

Celso Pitta teve uma vida conturbada durante sua atuação política. Prefeito de São Paulo entre 1997 e 2000, ele foi acusado de desvio de verba pública, corrupção e irregularidades na administração da cidade. O episódio mais recente em que ele estava envolvido era o esquema de crime finaneiro investigado pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha. Conheça a vida do ex-prefeito de São Paulo:

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Economista  

O primeiro emprego de Pitta foi como contínuo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vindo de uma família classe média do Rio de Janeiro, Pitta era graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em economia pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, com curso de Administração Avançada em Harvard, nos Estados Unidos. Trabalhou por muitos anos como executivo de várias empresas. Uma delas, a Eucatex, da família Maluf. Em março de 1987, Pitta foi convidado por Roberto Maluf, irmão do ex-prefeito Paulo Maluf, para ser diretor financeiro da Eucatex. Pitta trabalhou por dez anos na empresa.

 

Secretário de finanças 

Por causa da morte de José Augusto Savasini, Pitta assumira o cargo de secretário municipal das Finanças da gestão de Paulo Maluf (PPB) na prefeitura de São Paulo. Um dos primeiros problemas da administração Pitta/Maluf começou com a compra de 823 toneladas de frango congelado pela Prefeitura. O negócio favorecia as empresas A'Doro Alimentícia e Obelisco Agropecuária.

O empresário Fuad Lutfalla, cunhado de Maluf, era dono da A'Doro. Sylvia Maluf, mulher do então prefeito Paulo Maluf, era dona da Obelisco. As transações com títulos públicos para pagar precatórios durante a gestão resultaram na obtenção de R$ 2,1 bilhões da União, dos quais R$ 1,8 bilhão não foi destinado a pagar precatórios, como determina a lei, segundo a CPI da Dívida Pública da Câmara Municipal de São Paulo. Essas operações teriam beneficiado corretoras de valores e bancos que participaram de transações, além de particulares e agentes públicos.

Apadrinhado por Maluf

Em 1996, Paulo Maluf lançou seu secretário de finanças como candidato a prefeito de São Paulo. “Se Celso Pitta não for um bom prefeito, não votem mais em mim”, repetiu Maluf na televisão, lendo o script do publicitário Duda Mendonça. Dois anos depois, na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, apareceu no vídeo dizendo que, ao contrário do que prometia seu aval, Pitta não estava fazendo um bom governo.



Tópicos: Celso Pitta

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