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Conselho de Ética arquiva ações contra Sarney e Virgílio

Colegiado decidiu pelo arquivamento de processos contra presidente do Senado e tucano

19 de agosto de 2009 | 14h 43
André Mascarenhas e Rodrigo Alvares, do estadão.com.br

Após os pedidos no plenário do Senado para que a sessão fosse suspensa, a TV Senado começou a transmitir às 14h10 sessão do Conselho de Ética que julgará recursos contra o arquivamento de processos contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Acompanhe os principais momentos da votação.

Acompanhe a reunião do Conselho de Ética na TV Estadão

16h57 - O ambiente na reunião do Conselho de Ética amainou depois do arquivamento da ação contra Arthur Virgílio. Senadores tucanos exaltam a atitude do colega em se defender perante os parlamentares e a população.

16h44 - Para Dias, não se pode passar à população a ideia de que a absolvição de Virgílio não pode servir como moeda de troca para o caso das representações contra Sarney e que o PSDB vai recorrer contra o arquivamento das denúncias contra o presidente da Casa.

16h38 - Marconi Perillo diz que Virgílio "pagou o pato" por causa das denúncias contra José Sarney. Álvaro Dias afirma que a representação foi "surreal" e serviu como uma ação de retaliação dos senadores da tropa de choque do presidente da Casa. "Vossa excelência não precisa de resposta alguma. Nós o conhecemos", comenta.

16h29 - Os senadores votam de forma unânime - 15 a 0 - pelo arquivamento da representação contra o tucano.

16h22 - Paulo Duque pergunta quantos senadores não estão inscritos na lista e quase todos os presentes na sessão levantam as mãos. Rosalba Ciarlini pede que a votação ocorra antes das manifestações de cada um. Começa a votação pela admissibilidade da representação de Arthur Virgílio.

16h14 - Eduardo Suplicy diz que se sente satisfeito diante das explicações de Virgílio, e ressalta que se Sarney tivesse feito o mesmo, o Senado não estaria sob o constrangimento atual. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou o mesmo sobre seu partido e pediu o arquivamento do requerimento contra o tucano.

16h03 - Wellington Salgado diz ao senador Arthur Virgílio, antes deste começar sua defesa: "Só queria deixar claro que meu voto vai ser o mesmo antes ou depis do seu discurso", ao que o tucano respondeu para ele fazer o que sua consciência mandasse.  Sobre a denúncia de ter pego dinheiro com Agaciel Maia durante a Paris, o senador disse que tentou todos os meios normais para resolver um problema no seu cartão de crédito. Tendo em vista que ele não conseguiu resolver o problema, ele liou para um assessor do então senador Antero Paes de Barros, que era casado com uma gerente do Banco do Brasil. Esse assessor teria intermediado o empréstimo de Agaciel. Virgílio agradeceu ao PMDB pelo requerimento, mas reiterou que a acusação usa "argumentos falaciosos, pois omite explicações que já dei".

15h50 - Suplicy disse que, como 3º suplente,não pode votar, mas justificou que, "como o próprio líder Mercadante colocou, no Conselho de Ética cada um vota conforme sua convicção. Se fosse minha vez de votar, teria votado pela abertura dos processos".

15h46 - O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Casa, não compareceu à reunião e em seu lugar votou a senadora Rosalba Ciarlni (DEM-RN). Fortes justificou para o líder do partido, senador Agripino Maia (RN), que não se sentia à vontade em votar contra o presidente do Senado, sendo ele também integrante da Mesa Diretora.

15h41 - Os placares de nove a seis se repetiram para as  cinco denúncias e as seis representações contra José Sarney. Leia abaixo como cada senador do Conselho de Ética votou:



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