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Contador diz que declaração da filha de Serra ia para 'pessoal de Brasília e Minas'

Atella Ferreira diz que colega lhe pediu para obter documentos da Receita e cita encomenda de 18 declarações

02 de setembro de 2010 | 20h 30
Fausto Macedo e Bruno Tavares/SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

A chave para o mistério que ronda a violação de dados fiscais de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aponta para dois contadores: Antonio Carlos Atella Ferreira e Ademir Estevam Cabral. Ambos estabelecidos em São Paulo, eles ocupam escritórios separados, mas atuam em parceria.

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Atella declarou nesta quinta-feira, 2, que Cabral o procurou em setembro de 2009 e lhe encomendou um serviço junto à Receita - a apresentação de um lote de "cerca de 18" pedidos de obtenção de cópias de declarações de imposto de renda de pessoas físicas. Cabral tinha pressa, conta Atella. "Ele disse: 'Ô Atella, os documentos são para um pessoal de Brasília e de Minas, eles estão vindo aí. Tem que ser coisa rápida'."

Segundo Atella, o colega não lhe disse quem era o grupo interessado no resultado da pesquisa, nem se tinha ligação com alguma agremiação política.

Em 24 horas, Atella cumpriu a missão que culminou no episódio que põe sob suspeita analistas tributários e servidores do Serpro no Fisco em Mauá e em Santo André.




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