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Coronel é conhecido por suas festas e churrascos informais

O perfil do coronel Geraldo Correa Lyra Júnior, pivô de crise que expôs segurança presidencial

07 de abril de 2011 | 23h 00
Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

Pivô de uma crise que expôs a fragilidade da segurança da presidente Dilma Rousseff, o coronel Geraldo Correa Lyra Júnior, 46 anos, entrou na Academia da Força Aérea em 1987. Em janeiro de 2009 assumiu o comando da Base Aérea, em Brasília. Agora, vive o pior momento da carreira ao ter que dar explicações sobre um carona fora de hora a uma amiga no avião presidencial.

No Grupo de Transporte Especial, comandado por ele, é conhecido como um chefe boa-praça, estilo que, segundo colegas, talvez o tenha levado a infiltrar uma amiga no voo que levou a presidente para descansar no carnaval em Natal (RN).

Querido pelos colegas pela informalidade no trato pessoal, o coronel Lyra gosta de organizar festas e churrascos. Arrisca a cantoria nos encontros e aprecia um bom charuto. Nascido em Curitiba, é torcedor fanático do São Paulo.

Era um dos tripulantes preferidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ajudante de ordens e, depois, piloto. Em janeiro de 2008, recebeu a deferência de Lula, que despediu-se pessoalmente do militar quando este saiu para uma temporada de estudos no Rio. Naquele ano, o coronel fez o Curso de Comando e Estado Maior da Aeronáutica e, seu currículo, incluiu um MBA em Gestão de Processos pela Universidade Federal Fluminense.

Ainda em 2008, doou um rim para um colega de turma do curso que fazia no Rio e necessitava de transplante do órgão.

Em 2009, escreveu artigo numa revista da Força Aérea sobre as ameaças à integridade territorial e à segurança nacional, em relação a possíveis conflitos com países vizinhos em defesa da Amazônia. "Antes de qualquer coisa, soberania não se delega, se exerce por meio das instituições civis e militares e dessa forma torna-se preponderante que o Brasil precise estar aparelhado e capacitado", escreveu o coronel.




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