Correção: Conheça a trajetória conturbada de Celso Pitta
O texto enviado anteriormente contém uma incorreção no penúltimo parágrafo. Pitta foi preso em julho do ano passado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e não em julho de 2009. Segue a versão corrigida:
Celso Pitta teve uma vida conturbada durante sua atuação política. Prefeito de São Paulo de 1997 a 2000, ele foi acusado de desvio de verba pública, corrupção e irregularidades na administração da cidade. O episódio mais recente em que ele estava envolvido foi no esquema investigado pela Polícia Federal durante a Operação Satiagraha.
O primeiro emprego de Pitta foi como contínuo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vindo de uma família classe média do Rio de Janeiro, Pitta era graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em economia pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, com curso de Administração Avançada em Harvard, nos Estados Unidos. Trabalhou por muitos anos como executivo de várias empresas. Uma delas, a Eucatex, da família Maluf. Em março de 1987, Pitta foi convidado por Roberto Maluf, irmão do ex-prefeito Paulo Maluf, para ser diretor financeiro da Eucatex. Pitta trabalhou por dez anos na empresa.
Por causa da morte de José Augusto Savasini, Pitta assumira o cargo de secretário municipal das Finanças da gestão de Paulo Maluf (PPB) na Prefeitura de São Paulo. Um dos primeiros problemas da administração Pitta/Maluf começou com a compra de 823 toneladas de frango congelado pela prefeitura. O negócio favorecia as empresas A''Doro Alimentícia e Obelisco Agropecuária.
O empresário Fuad Lutfalla, cunhado de Maluf, era dono da A''Doro. Sylvia Maluf, mulher do então prefeito Paulo Maluf, era dona da Obelisco. As transações com títulos públicos para pagar precatórios durante a gestão resultaram na obtenção de R$ 2,1 bilhões da União, dos quais R$ 1,8 bilhão não foi destinado a pagar precatórios, como determina a lei, segundo a CPI da Dívida Pública da Câmara Municipal de São Paulo. Essas operações teriam beneficiado corretoras de valores e bancos que participaram de transações, além de particulares e agentes públicos.
Apadrinhado por Maluf
Em 1996, Paulo Maluf lançou seu secretário de Finanças como candidato a prefeito de São Paulo. "Se Celso Pitta não for um bom prefeito, não votem mais em mim", disse Maluf. Dois anos depois, na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, apareceu no vídeo dizendo que, ao contrário do que prometia seu aval, Pitta não estava fazendo um bom governo.
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