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CPI dos Grampos aprova convocação de De Sanctis e Dantas

Comissão quer saber por que juiz negou acesso a dados da operação e questionará banqueiro sobre grampos

26 de março de 2009 | 11h 52
Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo

A CPI dos grampos aprovou nesta quinta-feira, 26, a convocação para que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, prestem depoimentos à comissão. Os deputados querem explicações do juiz sobre a sua decisão de negar à CPI o compartilhamento de dados da Operação Satiagraha. Já em relação a Dantas, a expectativa é que o banqueiro fale sobre sua participação em escutas telefônicas. Na próxima quarta-feira, 1º, está marcado o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a operação.

 

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Na semana passada, a CPI foi a São Paulo pedir, pessoalmente, que De Sanctis liberasse os dados para que a comissão pudesse dar continuidade a seu trabalho no Congresso. O juiz, um dia depois, respondeu, por meio de ofício, recusando-se a compartilhar o material. A decisão do magistrado irritou os parlamentares, que agora preparam recurso judicial contra De Sanctis. Tanto De Sanctis quanto Dantas já prestaram depoimento à CPI no ano passado.

Nesta manhã, prestou depoimento na CPI o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo. Ele negou participação na Satiagraha e repetiu versão apresentada anteriormente à comissão parlamentar.Araújo relatou que apenas indicou o ex-agente do Serviço Nacional de Inteligência (SNI), Francisco Ambrósio, ao delegado Protógenes Queiroz. "Protógenes é um amigo e, quando ele pediu esse favor, que não envolve a instituição Força Aérea, ele me pediu um agente aposentado e não havia motivo de comunicar à minha chefia que estava fazendo um favor a um amigo. O Ambrósio é meu amigo", disse.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) considerou "contraditória" a versão de Araújo uma vez que Protógenes teria afirmado, em depoimento ao Ministério Público, que o sargento participou da operação. Depois, conforme noticiou o Estado, o próprio Protógenes voltou ao Ministério Público Federal para "corrigir" a informação e ressaltar que Araújo apenas apresentou Ambrósio a ele. Jungmann defendeu a aprovação de requerimento para a realização de acareação de Araújo com Protógenes, uma vez que os dois apresentaram versões distintas à comissão.

Jungmann defendeu a aprovação de requerimento para a realização de acareação de Araújo com Protógenes, uma vez que os dois apresentaram versões distintas à comissão. A exemplo do ex-funcionário da Abin Jairo Martins de Souza, que na véspera prestou depoimento, Araújo também disse à comissão que foi usado como "bode expiatório" pela Abin, e que a CPI deve investigar, de fato, o envolvimento da agência na Satiagraha.


  


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