ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Críticos do PT no poder são ‘caras de pau’, diz Dilma

Em ato dos 34 anos do partido, presidente defende sua gestão e, sem citar nomes, ataca adversários que apontam fim do ciclo petista

10 de fevereiro de 2014 | 23h 11
Ricardo Galhardo e Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff usou o evento de comemoração dos 34 anos do PT na noite desta segunda-feira, 10, em São Paulo, para defender o seu governo das críticas que tem recebido, especialmente na área econômica. Dilma chamou os seus críticos de "pessimistas" e "caras de pau" e disse que ninguém cobra mais resultados do seu governo do que ela mesma.

Ausente no evento, ex-presidente Lula envou mensagem em vídeo - Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão
Ausente no evento, ex-presidente Lula envou mensagem em vídeo

"Eles teimam, teimam mesmo, em não enxergar que estamos conseguindo construir esse novo Brasil, sem abdicar dos nossos compromissos com a solidez dos fundamentos macroeconômicos, com controle da inflação, equilíbrio das contas públicas, e fazendo a dívida líquida do setor público cair", afirmou a presidente.

Dilma chamou de "cara de pau" quem tem defendido que o ciclo do PT à frente do governo federal chegou ao fim. Na semana passada, o governador de Pernambuco e provável adversário dela na corrida presidencial em outubro, Eduardo Campos (PSB), afirmou que o "velho pacto político" colocado em prática pelo PT "mofou".

"Agora eles têm a cara de pau de dizer que o ciclo do PT acabou, que o nosso governo se esgotou, que nós demos o que tínhamos o que dar", ironizou.

A presidente também chamou de "pessimistas" os que criticam os resultados da sua política econômica. "Esses pessimistas aproveitam alguns desequilíbrios típicos de uma conjuntura internacional muito difícil, que todos os países estão enfrentando, para dizer que o fim do mundo chegou. O fim do mundo chegou sim, mas chegou para eles, e isso faz muito tempo", afirmou.

Sem citar o julgamento do mensalão, Dilma homenageou a militância "solidária com todos aqueles que concorreram ou concorrem a cargos, mas solidária especialmente com companheiros que mais precisam dela, com companheiros nas situações mais difíceis".

Ao fim de seu discurso, a presidente falou dos planos para o futuro e de como os governos do PT criaram alicerces para o Brasil avançar. A fala da presidente tem a ver com o slogan criado pelo publicitário João Santana para o evento: "Sempre em frente, sempre à frente".

Novos termos. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez as críticas mais duras aos prováveis adversários da presidente na eleição deste ano. Sem citar nomes, Falcão criou dois termos para se referir a eles: "neopassadista" e o "novovelhista". Segundo pessoas próximas a Falcão, o discurso se refere ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Eduardo Campos.

Em seu discurso, disse que os dois são "partes do mesmo corpo". "O neopassadismo e o novovelhismo parecem farinha do mesmo saco. Assemelham-se em quase tudo", afirmou o presidente do PT.

Em seu ataque mais pesado, sugeriu que os adversários de Dilma fecharam os olhos para as denúncias de corrupção no Metrô e na CPTM durante os governos tucanos em São Paulo e para o episódio da apreensão de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG). "O algo ‘novo’ é fechar os olhos, e, quem sabe até, esquecer-se de tapar o nariz, para carregamentos exóticos em helicópteros?", disse.

Mensalão. Seguindo a tônica do discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de semana, Falcão criticou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal e disse que "a Corte não é um partido político, nem uma torcida organizada". Nesse momento, Falcão foi interrompido por militantes da corrente minoritária O Trabalho, que foram para a frente do palco com uma faixa pedindo a anulação do julgamento do mensalão.

O ex-presidente Lula, que está em Nova York, onde vai se encontrar com investidores e com o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, não compareceu ao evento de ontem. Para compensar sua ausência, o PT exibiu um vídeo com trechos do discurso dele feito no sábado, em Ribeirão Preto.




Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o Estadão

Pasadena não foi um bom negócio, diz Graça Foster

  • Pasadena não foi um bom negócio, diz Graça Foster
  • Candidatos de oposição escolhem São Paulo para sediar campanha
  • Peemedebista lança pré-candidatura em cima de um tanque de guerra



Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo