Declarações de FHC não foram tema de reunião, afirma Padilha
Segundo o ministro, 'o exercício da defesa do nosso governo também é comparar com os governos anteriores'
O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou que as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tenham sido objeto de discussão na reunião de coordenação política do governo, realizada na manhã de hoje no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Mas as declarações do ex-presidente, que depois de dizer que não se ganha eleição olhando para o retrovisor e desconstruindo as iniciativas de seus antecessores, agora chamou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pré-candidata à sucessão ao Planalto, de ventríloquo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão incomodando o governo, que tem evitado deixar os ataques sem resposta.
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Questionado sobre as últimas declarações de FHC, que duvidou das chances de êxito da transfusão de votos de Lula para Dilma porque o eleitor "desconfia de bonecos", o ministro Alexandre Padilha respondeu: "a ministra Dilma a cada dia supera desafios. Ela já superou o desafio de ser secretária de Fazenda do Rio Grande do Sul no começo dos anos 80, superou o desafio de ser secretária de Minas e Energia também no Estado do Rio Grande do Sul, superou o desafio de ser a primeira ministra mulher de Minas e Energia do País, superou o desafio de ser a primeira ministra-chefe da Casa Civil no País. A cada dia ela vai superando desafios e todo o histórico de participação dela nesse governo como ministra de Minas e Energia e também como ministra-chefe da Casa Civil, o papel que teve na coordenação, reforça ainda mais o papel protagonista e ativo dela em relação ao nosso governo e ao que pode ser no futuro do País".
Padilha voltou a falar sobre os ataques à ministra Dilma, acrescentando que "o estímulo para comparação entre os dois governos já foi feito na outra eleição e nós certamente vamos fazer". Segundo Padilha, "o exercício da defesa do nosso governo também é comparar com os governos anteriores e enquanto a oposição não falar o que quer fazer para o Brasil daqui para a frente nós só temos que comparar com o que eles fizeram". O ministro ironizou que "a única coisa que foi dito é que querem acabar com o PAC, querem mudar meta de inflação, querem mexer na taxa de câmbio, querem rever juros", referindo-se, indiretamente, às declarações do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que atacou o Programa de aceleração econômica e criticou linhas da economia do atual governo. "Vamos debater. A partir do momento que a oposição aparecer e mostrar o projeto que quer apresentar para o Brasil vamos comparar também com o futuro", avisou Padilha.
O ministro das Relações Institucionais informou ainda que a ministra Dilma Rousseff não vai mais hoje à noite a Belo Horizonte, participar da entrega de homenagem ao vice-presidente José Alencar como "Militante Honorário do PT" . Padilha explicou que este era um evento interno do PT e que o presidente Lula convocou a ministra Dilma para permanecer em Brasília e participar de reuniões de governo, aqui em Brasília, entre eles, o projeto de banda larga, que poderá ser anunciado na quarta-feira.
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