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Defesa quer anular afastamento de prefeito de Campinas

Câmara aprovou por 28 votos o afastamento de Demétrio Vilagra durante as investigações

20 de outubro de 2011 | 19h 21
Tatiana Fávaro, correspondente em Campinas

A defesa do prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), entrou nesta quinta-feira, 20, com pedido de mandado de segurança à 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, com objetivo de anular decisão da Câmara de afastar o petista do cargo durante os trabalhos de uma Comissão Processante (CP) aprovada pelo Legislativo em agosto e suspensa até o início desta semana por decisão judicial.

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O prefeito Demétrio Vilagra tem 90 dias para deixar o cargo - Ayrton Vignola / AE 23.08.2011
Ayrton Vignola / AE 23.08.2011
O prefeito Demétrio Vilagra tem 90 dias para deixar o cargo

Com a autorização da Justiça para iniciar os trabalhos, a CP vai apurar denúncias de suposta participação de Vilagra em esquema de corrupção na Sanasa, a empresa de saneamento de Campinas. Após a liberação da CP, a Câmara aprovou nesta quarta-feira, com votos de 28 dos 33 vereadores, o afastamento temporário do prefeito por 90 dias, durante as investigações.

Esta é a segunda vez que o Legislativo aprova o afastamento temporário do prefeito. No dia 24 de agosto, 29 vereadores foram favoráveis à mesma decisão, mas Vilagra manteve-se no cargo por um primeiro mandado de segurança conseguido junto à Justiça. Segundo o advogado Hélio Silveira, o afastamento não tem embasamento legal. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira. Hoje, Vilagra trabalhou normalmente.

O petista foi empossado no dia 23 de agosto, após a cassação de Hélio de Oliveira Santos (PDT). Vilagra foi acusado formalmente pelo Ministério Público por supostos crimes de formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e fraude em licitações e teve por duas vezes prisão decretada, sendo que em uma delas chegou a ser detido. As prisões foram revogadas.



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