DEM se reúne na terça-feira dividido sobre apoio a Sarney
Com a bancada dividida, tendência verificada até esta segunda-feira é de que a reunião não será decisiva
Com a bancada dividida, o DEM se reúne na terça-feira, 30, às 12 horas, para discutir se retira ou não o apoio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Com a divisão, a tendência verificada até a tarde desta segunda-feira, 29, é de que a reunião de terça não será decisiva.
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Parlamentares do DEM consideram, no entanto, que a posição do partido será definida nesta semana e deverá selar o futuro político de Sarney na Casa. O DEM foi decisivo para a eleição de Sarney e negociou a primeira secretaria na Mesa, ocupada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Caso o DEM retire o apoio, Sarney ficará fragilizado e, no mínimo, presidindo apenas parte da Casa.
No Senado, a correlação de forças entre governo e oposição é bastante equilibrada e, não raras vezes, o governo perde nas votações. O PT, que na eleição para a presidência do Senado se opôs a Sarney e ficou com o senador Tião Viana (PT-AC), tem apoiado a permanência do presidente da Casa com interesse em ter o PMDB na aliança eleitoral em 2010.
As conversas no DEM prosseguem ainda nesta segunda e na terça antes da reunião. A maioria da bancada ainda não está decidida a retirar o apoio a Sarney. Nesse grupo estão o líder do partido, senador Agripino Maia (RN), e os senadores Heráclito Fortes e Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA), entre outros.
Um dos defensores da saída do presidente do cargo é o senador Demóstenes Torres (GO), que, na semana passada, já pediu que Sarney não presida os processos que apuram as denúncias de irregularidades que teriam sido praticadas, no Senado, pelos ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi.
O DEM está incomodado com as denúncias contra a administração de Sarney. A reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" que revelou, na semana passada, a participação de um neto do presidente, José Adriano Cordeiro Sarney, na intermediação de empréstimos com desconto na folha de pagamento dos servidores do Senado piorou muito a situação política do partido na manutenção do apoio a Sarney.
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