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Depois do olho grego, pulseira abençoada

Presidente Dilma agora usa dois amuletos no pulso

16 de março de 2013 | 0h 30
Valéria França - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff conta agora com proteção dupla contra mau-olhado. Na campanha presidencial de 2010 ela já exibia seu primeiro amuleto antiazar, uma pulseira com o olho grego que ganhou da mulher do governador da Bahia, o petista Jaques Wagner. O talismã é conhecido por espantar a inveja. Na Turquia e na Grécia, chega a ser colocado na porta de entrada das casas.

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Novo acessório foi presente de um casal de amigos baianos da presidente - Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão
Novo acessório foi presente de um casal de amigos baianos da presidente

"É um amuleto muito especial. Sou supersticiosa na medida certa, como todo brasileiro", declarou Dilma, ainda na pré-campanha, quando questionada sobre o simbolismo do acessório que usava no braço esquerdo.

Como o olho grego parece ter trazido sorte a Dilma, que conquistou o mais alto posto da República meses depois, a presidente continua a usá-lo no pulso, mas agora desfila também com uma segunda pulseira - de ouro amarelo cravejado com 143 brilhantes bem pequenos. Nela está escrito Senhor do Bonfim.

O acessório foi presente de um casal de amigos baianos da presidente. Lançado há oito anos, numa exposição brasileira em Paris, a peça fez sucesso na ocasião, sendo exibida pela princesa Stephanie de Mônaco e pelo cantor Elton John. O preço da joia é estimado em R$ 13 mil.

"Quando elaborei a pulseira queria algo com a cara da minha Bahia para mostrar para o mundo. Como sou devoto do Senhor do Bonfim, fiz uma pulseira protetora que durasse para sempre", conta Carlos Rodeiro, designer baiano autor da peça.

A pulseira foi inspirada na fitinha do Bonfim, que geralmente é amarrada no braço com três nós, que simbolizam três desejos. Quando ela se rompe, de acordo com a tradição popular baiana, é um sinal de que os pedidos serão ou foram realizados.

Para que o "Bonfim de ouro" também trouxesse proteção, Rodeiro mergulha todas as pulseiras na água benta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia. "E é por isso que a peça dá proteção e, ao contrário da fita, não rompe. Dura para sempre."




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