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Desde quando plebiscito é golpe?, responde petista à oposição

Vice-líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS) defende consulta popular sobre a reforma política e reage às críticas de que iniciativa quer desviar foco dos protestos

03 de julho de 2013 | 11h 58
Daiene Cardoso - Agência Estado

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), rebateu nesta quarta-feira, 3, as críticas da oposição de que a proposta de plebiscito para reforma política feita pela presidente Dilma Rousseff seja uma tentativa de "golpe". "Desde quando ouvir a população é um golpe?", questionou o petista.

O deputado, que foi relator da última proposta de reforma política em trâmite na Casa, revelou que pediu ao presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para ser novamente o relator do grupo de trabalho que será criado na próxima semana por sua familiaridade com o tema.

Na avaliação do petista, o plebiscito é "um ingrediente novo" na reforma, que aguarda há quase duas décadas para ser votada. "Para quem está esperando há 18 anos, se nós conseguirmos votar algumas coisas para 2014, será um grande avanço", defendeu. Segundo ele, é possível aprovar um projeto no Congresso em paralelo à consulta popular, que também poderia ser via referendo, como quer a oposição. "O importante é que tiramos a reforma política da gaveta", comemorou.

Fontana ressaltou que a base governista trabalhará para aprovar o que for possível para valer em 2014 e que os prazos legais serão respeitados. "Ninguém vai quebrar as regras constitucionais do País", enfatizou. Partidos da base aliada, no entanto, também reagiram com ressalvas a algumas ideias do governo. A bancada do PMDB na Câmara e o PSB, por exemplo, posicionaram-se contra a realização do plebiscito.

Fontana também rechaçou o discurso da oposição de que o governo, ao propor a reforma política diante dos protestos em todo País, estaria "manobrando" para não discutir sobre Educação, Saúde e Transporte Público. "É um discurso que não para em pé. Alguns não querem consultar a população e deixar as coisas como estão", concluiu.

O deputado insistiu que o momento é propício para uma reforma política profunda, com mudanças no sistema de financiamento das campanhas eleitorais - o PT defende o financiamento público. Ele reiterou que não se pode "ter medo do plebiscito", uma vez que a política segue perdendo credibilidade junto à sociedade. "O que não pode é a política continuar como está", afirmou.






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