Desocupação da Câmara do DF foi 'sucesso absoluto', diz PM
Durante a retirada, manifestantes adotaram resistência pacífica e se deixaram arrastar pelos policiais
Manifestante contrário a Arruda é arrastado por policiais após ordem da polícia para retirada
BRASÍLIA - Foi "um sucesso absoluto" a operação de retirada dos manifestantes que ocupavam a Câmara Legislativa desde quarta-feira, 2. A avaliação é do coronel Alberto Pinto, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que comandou nesta terça-feira, 8, a reintegração de posse na Casa. Além dos manifestantes que exigiam o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM) e de seu vice, Paulo Otávio, um grupo de apoio ao governador também invadiu o prédio nesta terça, elevando as tensões no setor legislativo do DF.

Segundo o coronel, para quem "prevaleceu a negociação", a PM mostrou "eficiência e técnica operacional".
Durante a retirada, alguns manifestantes contrários a Arruda - acusado de comandar esquema de corrupção no Distrito Federal - adotaram atitude de resistência pacífica e se deixaram arrastar pelos policiais para dentro dos ônibus que os levariam à Universidade de Brasília (UnB).
No total, estavam no prédio da Câmara cerca de 500 manifestantes, a maioria pró-Arruda. Segundo o coronel Alberto Pinto, foram mobilizados na operação 700 policiais militares, mas 300 se limitaram a ficar de prontidão e não chegaram a entrar em ação. Esses 300 eram do Batalhão de Operações Especiais (Bope), unidade treinada para dissolver motins e outras manifestações violentas.
"Alguns manifestantes estavam debilitados, pelo tempo que ficaram dentro da Câmara, mas não houve resistência nem agressividade", comentou ainda o coronel Alberto Pinto.

A Polícia Militar também fez uma varredura completa no prédio da Câmara Legislativa.
Dos 11 pedidos de impeachment contra Arruda Paulo Octávio, a Câmara Distrital aprovou três nesta terça-feira: o do presidente regional do PT, Chico Vigilante; do advogado Evilásio Viana Santos e da presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-DF, Estefânia Viveiros. Eles seguem agora para uma comissão especial que irá analisar o mérito e a validade jurídica dos pedidos.
Matéria alterada às 18h45 para correção
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