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Dilma acusa oposição de 'uso eleitoral' do vazamento de dados da Receita

Em entrevista ao Jornal da Globo, a petista disse que rivais têm histórico de vazamentos e grampos

31 de agosto de 2010 | 2h 15
Cido Coelho, do estadão.com.br

Em entrevista ao Jornal da Globo, na sede da TV Globo, em São Paulo, que aconteceu na noite de segunda-feira, 30, a candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), defendeu o presidente Lula em relação aos presos políticos de Cuba, disse que não é o momento de definir os ministérios e acusou os adversários de estarem fazendo "uso eleitoral" da questão do vazamento do sigilo de dados de integrantes do PSDB.

Candidata do PT foi a primeira candidata da série de entrevistas promovida pelo Jornal da Globo - Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo
Candidata do PT foi a primeira candidata da série de entrevistas promovida pelo Jornal da Globo

Futuro ministério

Em relação ao futuro ministério e petistas envolvidos em escândalos, como José Dirceu, que participa da campanha da petista, Dilma se esquivou e disse que por questão de respeito à população não tem discutido o futuro governo porque ainda não foi eleita.

"Para você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero para as pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu. Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição. O que ganha eleição é voto na urna", explica a petista.

Sigilo fiscal

Sobre a quebra de sigilo e o vazamento de dados de tucanos na semana passada, na agência da Receita Federal, em Mauá, Dilma explicou que não compactua com isso. Ela negou qualquer envolvimento no vazamento de dados sobre integrantes do PSDB. "Eu tenho pedido sistematicamente que apresentem provas", devolveu a candidata. E contra-atacou afirmando que os adversários teriam um histórico de vazamentos e de grampos.

"Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição; os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República", sustentou Dilma. "Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha."

Cuba e os presos políticos




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