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Dilma acusa PSDB de 'tática do medo' e diz que não foge do debate

'Não estou fugindo de nada. Tenho o que falar e o que mostrar. Quem faz este tipo de acusação é quem não tem o que falar', provocou

27 de julho de 2010 | 20h 42
Monica Bernardes, especial para o Estado / RECIFE

Em campanha no Estado de Pernambuco, onde gravou cenas para o programa eleitoral, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, disparou contra seu principal adversário, o tucano José Serra, e rebateu as acusações de que estaria fugindo do debate.

A petista mandou um recado direto ao PSDB em reposta ao que chamou de "tática do medo". "Vamos vencer o medo que eles tentam espalhar, com a competência, com o crescimento econômico, com o Bolsa Família. Vamos vencer as ameaças de terror porque temos hoje um patrimônio que é de toda a população brasileira, que é o governo Lula", afirmou em entrevista coletiva na noite desta terça-feira, 27, em Recife.

De acordo com a petista, apesar dos "ataques pessoais", sua campanha manterá o nível. Dilma rebateu ainda as críticas de que estaria fugindo dos debates. "Não estou fugindo de nada. Tenho o que falar e o que mostrar. Quem faz este tipo de acusação é quem não tem o que falar, o que mostrar, o que apresentar. Eu tenho uma herança, tenho um trabalho positivo. Vou aos debates tradicionais. Não há nenhum debate marcado antes do início de outubro. O que há são alguns convites pontuais que a medida do que for possível vamos conciliando, mas eu tenho que fazer campanha, tenho que viajar", destacou ao enfatizar que não participou do debate promovido por portais da internet porque não houve entendimento sobre a data do evento.

Ainda tratando das polêmicas envolvendo as críticas da oposição, a candidata afirmou que a composição de um futuro ministério obedecerá a critérios técnicos e políticos. "Vocês deveriam dar uma olhada nas estatais de petróleo e gás para ver como é que era, quando a gente chegou. Não é possível pensar só em pessoas técnicas para os cargos. Agora, para os cargos políticos, é preciso ter critério. O principal é a ética e a ideologia política, que tem que estar do povo. O lado de Dilma é o lado dos 190 milhões de brasileiros, especialmente dos menos favorecidos", afirmou.

Ciro Gomes

Questionada sobre a relação com o ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB-CE), e a expectativa de seu apoio na campanha presidencial a petista foi evasiva. "Meu relacionamento com o Ciro vem de longe, dos tempos em que enfrentamos muitas dificuldades e ele estava ao lado do presidente Lula, com ética, responsabilidade e lealdade. Então, o que o Ciro achar que deve fazer na campanha, eu vou aceitar e entender", destacou ao minimizar o descontentamento público do socialista após ter sido preterido pela direção nacional do partido na disputa ao Planalto.

Dilma cumpre nesta quarta-feira, 28, agenda de campanha no Rio Grande do Norte. Em Pernambuco, ela gravou imagens para o horário eleitoral nas cidades de Igarassu, na Região Norte, onde visitou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Ipojuca, onde gravou no Estaleiro Atlântico Sul e na Refinaria Abreu e Lima.


  


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