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Dilma defende cartões e sigilo nos gastos da segurança de Lula

Ministra disse ainda, em entrevista coletiva, duvidar que os parlamentares divulguem dados sigilosos na CPI

06 de fevereiro de 2008 | 19h 46
Tânia Monteiro , de O Estado de S. Paulo, e Leonencio Nossa, da Agência Estado

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 6, em entrevista coletiva, que não acredita que, em uma possível CPI dos Cartões Corporativos, os parlamentares revelem informações sigilosas sobre despesas relacionadas à segurança da Presidência da República e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Veja também:    Entenda o que são os cartões corporativos do governo  Líder do governo protocola pedido de CPI dos cartões

 Suplicy defende que CPI apure gastos secretos da Presidência  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões  Congresso volta ao com CPI na mira e sete MPs na pauta  Lula nomeia secretário-adjunto para lugar de Matilde  'CPI vai investigar desde 2001', diz Carlos Sampaio     A ministra disse também que o saque de dinheiro por meio de cartões corporativos é totalmente proibido, a menos que haja uma autorização do ministro da área em que atua o servidor e que, para isso, é preciso saber quanto está sendo sacado e para quê   Dilma Rousseff voltou a defender, com ênfase, a existência dos cartões corporativos, por considerá-la "um avanço". Ao defender o sigilo dos gastos com segurança, ela explicou que a divulgação desses dados revelaria o número de pessoas que trabalham no setor. A ministra reiterou que não é permitido a um servidor público utilizar o cartão corporativo para pagamento de despesas pessoais. Na defesa da manutenção dos cartões, a ministra afirmou que eles dão transparência às contas do governo e permitem o rastreamento de compras on line.   Dilma Rousseff disse que a divulgação de dados relativos a compras de gêneros alimentícios para o Palácio Planalto continua proibida e só ocorreu por uma falha no sistema de informatização. A ministra informou que o presidente do Banco do Brasil, Francisco Lima Neto, esteve na Casa Civil dando explicações sobre o erro. A ministra disse lamentar "profundamente" a divulgação das informações.    



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