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Dilma defende imposto menor sobre remédio e reforma

26 de maio de 2010 | 13h 42
CAROLINA FREITAS - Agência Estado

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu hoje a redução dos impostos que incidem sobre medicamentos e uma reforma tributária. Para a petista, além de encaminhar a proposta de reforma, o governo precisa tomar decisões "imediatas" para diminuir impostos. "O Brasil chegou no momento que, para dar os passos seguintes, vamos ter de desonerar, tirar impostos", disse ela, em entrevista à Rádio Record.

"Nos remédios é um absurdo a tributação. A próxima ação imediata é remédio, porque é uma questão de sobrevivência da população", afirmou. Ainda na área da saúde, a presidenciável disse ter como meta dar um "salto" com a construção de unidades de pronto-atendimento 24 horas e de policlínicas.

Segundo Dilma, para fazer a reforma tributária, ela criaria um fundo de compensação temporário para Estados e municípios. "O efeito (da reforma) às vezes vem um ano e meio depois. Os governos querem efeito imediato." Ela deu como exemplo o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedido pelo governo federal a alguns setores. "A gente teve que compensar os governos, mas no final a gente saiu lucrando. Todo mundo ganha com a redução de impostos."

Dilma falou por uma hora ao apresentador Paulo Barboza e respondeu a perguntas de cinco ouvintes. Ela aproveitou a audiência formada por 86% de mulheres para cortejar as eleitoras. "Mulher hoje é chefe de família, empreendedora. A gente, mulher, é uma pessoa especial. Quando a gente quer uma coisa, a gente teima. A gente tem que continuar teimando."

Minha Casa

Uma ouvinte questionou Dilma sobre o que a presidenciável faria, se eleita, para melhorar as condições de financiamento para a compra de imóveis. "Sabendo de todas essas dificuldades de quem tem vontade de ter uma casa, fizemos o Minha Casa, Minha Vida. Eu vou te dar mais ou menos a condição do programa", respondeu, discorrendo sobre os benefícios para cada faixa de renda.

Dilma deu como atingida a meta de construção de 1 milhão de casas estabelecida pelo governo federal ao lançar o Minha Casa, Minha Vida. "Fizemos só 1 milhão de casas nessa primeira fase. Entre 2011 e 2014 dá pra fazer, no mínimo, mais 2 milhões."




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