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Dilma diz que discorda de propostas polêmicas do PT

06 de julho de 2010 | 20h 39
ELDER OGLIARI - Agência Estado

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a explicar hoje que o texto que foi apresentado inicialmente à Justiça Eleitoral e depois substituído, ontem, é o do 4º Congresso do PT e não seu programa de governo. Dilma afirmou, no seu primeiro dia de campanha, em Porto Alegre, que discorda das propostas polêmicas relacionadas no documento, como controle social da mídia, brechas para a legalização do aborto e retirada à proibição de desapropriação de áreas invadidas. "Nós não concordamos com a posição expressa".

Ela fez a ressalva de que a campanha à presidência é a soma da compreensão dos vários partidos que apoiam a candidatura e não apenas do PT. "Tem coisas do PT com as quais nós concordamos, tem coisas com as quais não concordamos, e assim nos outros partidos também", disse. "Nós não temos o menor compromisso de incorporar todas as sugestões, e todo o mundo está devidamente esclarecido a esse respeito".

"Bate-boca"

Em meio aos discursos, promessas e entrevistas do primeiro dia da campanha eleitoral, Dilma também sustentou uma espécie de "bate-boca" com seu concorrente José Serra (PSDB), sem revelar se o duelo verbal era intencional ou não. Quase ao mesmo tempo em que o tucano dizia, em Curitiba, que Dilma não sabe por que quer assumir o cargo, a petista reiterava, em Porto Alegre, os motivos que a levaram a disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Eu quero ser presidente para continuar mudando o País, fazendo com que não só cresça economicamente, mas também do ponto de vista de milhões de brasileiros", ressaltou, em meio a elogios ao governo atual, por ter feito o País crescer distribuindo renda e gerando empregos, e críticas ao anterior, do tucano Fernando Henrique Cardoso, por não ter feito aposta semelhante.

Também indiretamente, Dilma ironizou atitudes de Serra, que tem prometido manter programas sociais de Lula e criar novos. "Faz parte da nossa estratégia, o que muitos definem apenas como uma tática eleitoral, que é a questão social", comparou a petista, para dar a entender que o discurso do adversário pode ser "um artefato eleitoral a ser esquecido e abandonado na primeira oportunidade".




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