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Dilma leva novo ministro da Saúde a Cuba

Arthur Chioro troca secretaria em São Bernardo pelo Planalto em fevereiro, após acompanhar presidente e Padilha em viagem oficial

21 de janeiro de 2014 | 21h 57
Vera Rosa e Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

Brasília - A presidente Dilma Rousseff oficializou nesta terça-feira, 21, o convite para o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, assumir o Ministério da Saúde. Chioro entrará no lugar de Alexandre Padilha, que deixará o cargo em fevereiro para ser candidato do PT ao governo de São Paulo.

Chioro vai assumir o ministério da Saúde no início de fervereiro - André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC
Chioro vai assumir o ministério da Saúde no início de fervereiro

A troca de comando na Saúde, antecipada pelo Estado, só ocorrerá no início do mês que vem, quando Dilma retornar de suas viagens a Davos, na Suíça, onde vai participar do Fórum Econômico Mundial, e a Havana, capital de Cuba e sede da 2.ª Conferência da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Padilha e Chioro acompanharão Dilma a Havana, onde a presidente vai agradecer ao presidente de Cuba, Raul Castro, por ceder profissionais para o programa "Mais Médicos". Carro-chefe da campanha de Padilha à sucessão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o plano também será apresentado como "marca" do governo Dilma durante a corrida pela reeleição.

Dilma escolheu Chioro, que é filiado ao PT, porque disse ter ficado "impressionada" com o trabalho dele à frente da Secretaria da Saúde de São Bernardo do Campo. A indicação recebeu ainda a bênção do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O calendário da transição no Ministério da Saúde foi discutido ontem durante almoço de Padilha com Chioro, em Brasília.

Assim que deixar a pasta, o ministro iniciará a campanha em São Paulo. A ideia é ressuscitar as antigas "caravanas" do PT, desta vez pelo interior paulista. O percurso, a ser feito de ônibus, começará pela região de Ribeirão Preto.

Até agora, apenas o PR sinalizou apoio à candidatura de Padilha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer emplacar o usineiro Maurílio Biagi Filho, recém-filiado ao PR, como vice na chapa petista.

O PP do deputado Paulo Maluf, que avalizou o petista Fernando Haddad para a Prefeitura, agora negocia a vice na chapa de Alckmin.

Reforma. A reforma ministerial será feita em duas etapas, uma em fevereiro e a outra no final de março. Além de Padilha e de Gleisi Hoffmann (PT), que vai concorrer ao governo do Paraná e será substituída por Aloizio Mercadante na Casa Civil, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) também deve deixar a pasta em fevereiro.

O titular do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, pediu a Dilma para ficar à frente do ministério até o fim de março. Ele será substituído por Josué Gomes da Silva, recém-filiado ao PMDB e presidente da Coteminas. Pela Lei Eleitoral, os ocupantes de cargos públicos que forem disputar as eleições têm até 5 de abril para pedir desligamento de suas funções.

Depois de se reunir com dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), nesta terça, Dilma conversou a portas fechadas com o governador do Rio, Sérgio Cabral, seu vice Luiz Fernando Pezão e com o prefeito Eduardo Paes, todos do PMDB. "Não esperava que a situação com o PT fosse chegar a esse ponto", afirmou Cabral à presidente, sobre o possível fim da aliança no Rio. Dilma comentou, em resposta, que os dois "estarão juntos" na eleição.

O PMDB também ainda não chegou a acordo com Dilma quanto à reforma do primeiro escalão ministerial, nem sobre a aliança no Rio. O PT aprovou a candidatura de Lindbergh Farias (PT) ao governo mas o PMDB não abre mão do nome de Pezão. No atual cenário, Dilma terá pelo menos quatro palanques: o de Lindbergh, o de Pezão, o de Anthony Garotinho (PR), hoje líder nas pesquisas, e o de Marcelo Crivella (PRB), atual ministro da Pesca que também disputará o governo.






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