Dilma nega que Vaccari seja tesoureiro de sua campanha
Ministra disse que deve ser repetida estratégia da campanha de 2006, quando as tesourarias foram divididas
A ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, praticamente descartou a possibilidade de que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, seja o responsável pelas finanças de sua campanha. Ela afirmou que a tendência é manter a estratégia adotada pelo partido em 2006 de separar as duas tesourarias.
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"Nós temos tido nas últimas eleições uma opção por diferenciar as duas tesourarias, a tesouraria do partido, uma vez que ela tem mais obrigações do que a campanha presidencial. Então a tendência é manter isso, a mesma coisa que ocorreu em 2006 na época da eleição do presidente Lula", afirmou nesta terça-feira, 9, a ministra, ao chegar no Senado onde participa da solenidade em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que foi na segunda-feira.
Vaccari Neto, de acordo com reportagem da revista Veja, teve o seu sigilo bancário quebrado pelo Ministério Público de São Paulo, que está investigando irregularidades que teriam sido cometidas pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), quando ele ocupava a diretoria da entidade.
A ministra defendeu o companheiro de partido ao ser perguntada sobre o assunto. Ela disse que o tesoureiro não pode ser condenado sem ter antes a oportunidade de apresentar sua defesa. "Acho que o Vaccari tem todo o direito de defesa e nós temos tido bastante clareza em defender o direito de as pessoas se defenderem antes de serem condenadas, acusadas e de fato afastadas do que fazem."
Dilma confirmou que, durante a campanha presidencial, receberá salário do PT. Ela ressaltou que terá de se licenciar do cargo no governo federal, o que deve ocorrer no início de abril, e, por força da lei, não receberá o salário da Fundação de Economia e Estatística, órgão ao qual é vinculada, uma vez que estará licenciada.
"Posto que eu não posso viver de brisa e não sou rica, vou ter que ter uma salário do PT", completou a ministra. Ainda sobre campanha, Dilma Rousseff negou que pretenda colocar um executivo na sua equipe, conforme notícias divulgadas pela imprensa. "Não comentei isso nem sequer cogitei."
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