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Dilma nega semelhança entre caso no RS e na Receita

03 de setembro de 2010 | 19h 02
SANDRA HAHN - Agência Estado

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, avaliou hoje que não há semelhança entre os casos de quebra de sigilo, de nomes ligados ao PSDB, e a acusação a um sargento da Polícia Militar (PM) do Rio Grande do Sul preso por suposta espionagem. Questionada em entrevista coletiva sobre o caso divulgado hoje no Estado, Dilma afirmou: "Pelo que vi, não é nada semelhante."

Para ela, a diferença está no fato de que, ao contrário do sargento que está lotado no gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB), "ninguém do gabinete do presidente da República fez tal fato (quebra de sigilo)". "Não acho que dá para sair condenando", disse ela, defendendo apuração rigorosa do caso.

O sargento Cesar Rodrigues de Carvalho foi preso na manhã de hoje em Porto Alegre acusado de utilizar o Sistema de Consultas Integradas do Estado para levantar informações de investigações policiais, de partidos políticos e de candidatos a deputado gaúchos, além de um ex-ministro e de um senador da República.

Dilma também comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou prosseguimento a uma representação do PSDB contra sua candidatura. "A Justiça deixou claro que ela não está, não pode e tenho certeza que a Justiça do meu País não será usada para dar força para factoide", declarou a petista, em Porto Alegre.

A candidata novamente citou "desespero" na atitude da oposição e uma tentativa de "ganhar no tapetão". Ela disse que "não vai ficar respondendo factoides que o candidato adversário, no seu desespero, lança todo dia". Dilma não quis comentar o fato de Serra ter usado o caso da quebra de sigilo na propaganda de TV. "Não vou fazer crítica à estratégia de campanha do candidato adversário", respondeu.

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