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Dilma reclama de recomendação do TCU de paralisar obras

Já José Sarney, presidente do Senado, afirmou que se relatório 'tiver procedência', Congresso irá acatá-lo

30 de setembro de 2009 | 13h 53
Agência Estado

A paralisação de obras públicas determinada na terça-feira, 29, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) gerou grande repercussão entre os líderes governistas. Para a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef a medida trará um custo muito grande - "É impossível a paralisação, os custos são muito grandes". Já o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP, garantiu que se o relatório do TCU tiver procedência, o Congresso irá acatá-lo.

O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) recomenda a paralisação de 41 empreendimentos do governo federal, incluindo 13 que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Apesar das críticas, Dilma evitou apresentar sugestões para que o TCU altere o seu sistema de fiscalização. "Não tenho sugestão, não vou fazer aqui uma proposta revisional do TCU, até porque acho que tem papel importante a cumprir", disse. Também o governo, segundo ela, não prepara qualquer projeto para mudar a fiscalização do TCU.

Segundo a ministra, o governo quer discutir a questão das paralisações com o próprio tribunal e lembrou que em diversos segmentos são muitas as reclamações por conta dessas paralisações. "Não queremos mudar o TCU e nem diminuir o nível de fiscalização do TCU, mas eu noto que há um descontentamento em alguns segmentos e o governo vai tratar deste assunto porque a ele chegam muitas falas nesse sentido".

Ela acrescentou que durante a discussão sobre o marco regulatório para a exploração do petróleo na camada do pré-sal ouviu queixas generalizadas sobre o TCU. Em alguns momentos, disse ela, o TCU cria uma certa indisposição em alguns segmentos do país.

Sarney

Por sua parte, Sarney, além de deixar claro que o Congresso irá acatar as recomendações do TCU caso tenham procedência, garantiu celeridade na análise do relatório. "Nós vamos fazer tudo para apressar isso", disse o presidente do Senado.




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