ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Dilma se exalta ao responder a provocações de líder do DEM

Agripino Maia fez referências à ditadura dizendo que o dossiê FHC se assemelha ao estado de exceção

07 de maio de 2008 | 11h 14

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, iniciou seu depoimento nesta quarta-feira, 7, na Comissão de Infra-Estrutura respondendo a uma provocação do líder do DEM, José Agripino Maia. Ao cobrar explicações sobre o dossiê FHC, Maia fez referências à ditadura militar dizendo que a elaboração do documento se assemelha ao estado de exceção E trouxe trechos de uma entrevista de Dilma em que ela admite ter mentido ao regime durante a sua prisão naquela época, o que gerou confusão em seguida.   Um pouco exaltada e emocionada, a ministra respondeu que mentiu, sim, porque era impossível dizer a verdade naquelas condições. "O que acontece ao longo do anos 70 é a impossibilidade de se dizer a verdade em qualquer circunstância. No pau de arara, com o choque elétrico e a morte, não há diálogo", disse. E atacou: "Qualquer comparação entre a ditadura e a democracia só pode partir de quem não dá valor a democracia brasileira".   Veja também: Fórum: A ida de Dilma ao Senado ajuda a esclarecer o dossiê FHC?

Entenda a crise dos cartões corporativos 

Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição O balanço do PAC   Dilma também falou sobre sua trajetória no período. "Eu tinha 19 anos, fiquei 3 anos na cadeia e fui barbaramente torturada. Eu me orgulho muito de ter mentido, porque mentir na tortura não é fácil. Mas na democracia se fala a verdade. Eu salvei companheiro da mesma tortura e da morte. Eu estava num campo, eles estavam em outro (ditadura), o que estava em questão era minha vida", acrescentou.   Em seguida, a ministra iniciou sua apresentação do balanço do  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), assunto sobre o qual foi convocada para falar à Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Ela disse que, na seqüência, responderá a perguntas "sobre qualquer assunto".   A oposição cumpriu o prometido e tenta constranger a ministra a esclarecer a elaboração de um dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi o primeiro a cobrar Dilma. "A legitimidade da sessão passa por Vossa Excelência dizer o que sabe sobre o caso Dossiê", disse Virgílio.   Estratégia   Por estar convencida de que o assunto está "quase encerrado", a base aliada tem uma estratégia bem definida: quer cansar a oposição com explicações detalhadas sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A pedido da tropa de choque governista, a ministra fará uma exposição sobre o PAC recheada de recursos gráficos. Serão quase duas horas de apresentação sobre o plano.   "Esse assunto (dossiê FHC) está quase encerrado. Se a ministra mantiver seu equilíbrio e se sair bem, a discussão sobre supostos dossiês fica sepultada de vez", avaliou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), vice-líder do bloco governista no Senado. "Essa é a chance para o governo virar a página e sair dessa agenda negativa." Blindagens governistas à parte, Dilma já avisou aos aliados que vai responder a todas as perguntas , mesmo as que provoquem desconforto por tratarem da produção do dossiê. A ministra dirá que a Polícia Federal e a própria Casa Civil têm investigações em andamento sobre o vazamento das informações.   Após a exposição sobre todos os pontos do PAC, Dilma passará a responder às perguntas. E terá o apoio da tropa de choque governista. "Se houver abuso, tratamento desrespeitoso, ofensa pessoal ou ironia vamos reagir", avisou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti. "A sessão vai ser uma espécie de rodízio. Nós do governo faremos perguntas longas sobre o PAC e a ministra falará à vontade sobre o assunto. Em seguida, alguém da oposição perguntará sobre o dossiê e, logo depois, voltaremos com mais perguntas sobre o PAC", explicou Casagrande.




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Kassab é vaiado em evento do PT

  • Kassab é vaiado em evento do PT
  • Secretário de SP afirma que não ocorreu "nenhum incidente grave" no Pinheirinho
  • Dilma dá explicações sobre abandono das obras no rio São Francisco
Classificados de Imóveis
Carros | Empregos | Mix