Dilma tenta convencer PR a aceitar sua indicação para os Transportes
Presidente defende que o secretário executivo da pasta, Paulo Sérgio Passos, seja o substituto de Alfredo Nascimento
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff está tentando convencer a cúpula do PR a aceitar a indicação do ex-ministro Paulo Sérgio Passos, atual secretário executivo da Pasta, para voltar a ocupar a cadeira de Alfredo Nascimento, que deixou o cargo na tarde desta quarta-feira, 6. Além de ser uma solução técnica, seria uma forma de prestigiar o próprio Nascimento que, quando se afastou do ministério para a campanha eleitoral em 2010, deixou Passos em seu lugar.
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O argumento que está sendo também utilizado por parlamentares petistas é de que, se Passos serviu para substituir Nascimento por seis meses, não há por que descartá-lo agora. Nesta quarta-feira, 6, à tarde, foram cogitados para o cargo os nomes do ex-senador César Borges (PR-BA), do deputado Luciano Castro (PR-RR), e do próprio Passos.
O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), vai reunir a bancada na Casa para conversar sobre as mudanças. Portela disse que não foi informado pela presidente Dilma sobre a disposição de indicar Passos.
Espera. Ao final da reunião da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, com os senadores do PR, o senador Magno Malta (ES) informou que o governo, em um segundo momento, vai chamar o partido para discutir quem será o sucessor de Alfredo Nascimento na pasta dos Transportes. Segundo Malta, que é líder do PR no senado, a ministra Ideli assegurou ao partido que "não haverá nomeações atabalhoadas, não haverá indicação precipitada". "Vamos aguardar o governo chamar o partido", afirmou Malta. Os senadores do PR se reuniram nesta tarde apenas com a ministra Ideli Salvatti. A presidente não participou do encontro.
Magno Malta entende que o Alfredo Nascimento tomou a decisão certa, "porque quando parte para pessoal não tem jeito". O senador estava aguardando o início da reunião com Ideli quando Alfredo Nascimento lhe telefonou informando que deixaria o cargo "para defender a honra e a família".
O senador disse que o PR não sai desse episódio "magoado com o governo". "O PR é um aliado do governo, tem espaço no governo e a nós não interessa qualquer precipitação", disse Malta.
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