Dilma volta a criticar oposição durante discurso em Guarulhos
Para ministra-chefe da Casa Civil, opositores padecem de 'excesso de vaidade e de completa falta de rumo'
A pré-candidata à Presidência da República, ministra Dilma Roussef, disse neste sábado em São Paulo que as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva partem de uma oposição que padece de "excesso de vaidade e de completa falta de rumo, incapaz de formular um projeto para o País, um programa de transformações".
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Numa referência indireta ao artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), publicado no último domingo no Estado, no qual ele afirmou que o atual governo caminha para o "autoritarismo popular", a pré-candidata afirmou: "Nós somos de fato os grandes democratas desse País. Nós ouvimos sempre os prefeitos, nós fizemos alianças políticas e, mais que tudo, ouvimos todos os setores da população."
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As afirmações de Dilma foram feitas no encontro nacional de prefeitos e vice-prefeitos do PT, que foi aberto neste sábado no município de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Ao encerrar seu discurso, perante uma audiência com mil pessoas, ela conclamou a plateia a ir às ruas na campanha de 2010 com o propósito de deixar bem claras as diferenças entre o governo Lula e o de seu antecessor. "O que vai estar em jogo é o confronto entre dois programas, entre dois Brasis, o Brasil de 2002 e o de 2009", afirmou.
Um pouco antes, a pré-candidata havia detalhado para os prefeitos e vice-prefeitos as principais diferenças entre os dois governos. Na opinião dela, faltou ao governo capacidade de gestão e disposição para promover transformações que beneficiassem a maioria da população. "O que eles souberam fazer foi dilapidar o patrimônio público", afirmou, referindo-se ao programa de privatizações conduzida por Fernando Henrique. "A realidade do governo Lula destruiu o dogma de que a distribuição de renda incompatível com o desenvolvimento econômico", prosseguiu. "Também caiu o dogma de que o salário mínimo com reajuste real era incompatível com o crescimento econômico, pois geraria inflação."
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