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Dirceu pede corte de juros para financiar Forças Armadas

No análise do ex-ministro-chefe da Casa Civil, a redução da taxa Selic não só ajudaria no reequipamento do setor estratégico, como também estimularia o crescimento da economia brasileira

22 de novembro de 2011 | 17h 44
Daiene Cardoso, da Agência Estado

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu disse nesta terça-feira, 22, em seu blog, que o governo federal está atento ao problema do sucateamento das Forças Armadas do País. Ao comentar o documento sigiloso produzido pelos comandos militares sobre o poder de ação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, divulgado nesta terça pelo jornal O Estado de S.Paulo, Dirceu afirmou que faltam recursos "para tudo" e que é preciso reduzir a taxa de juros para que haja recursos suficientes para reequipar o setor.

Veja também:
link Relatório sigiloso da Defesa comprova sucateamento do setor militar

"Faltam recursos, falta dinheiro para tudo", afirmou José Dirceu - Alex Silva/AE - 17/11/2011
Alex Silva/AE - 17/11/2011
"Faltam recursos, falta dinheiro para tudo", afirmou José Dirceu

"Têm razão os autores do documento, mas o fato é que faltam recursos, falta dinheiro para tudo. É por isso que precisamos reduzir os juros, manter e intensificar a política de diminuir a taxa Selic, adotada desde agosto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC)", sugeriu o ex-ministro.

José Dirceu lembrou que o sucateamento do setor compromete a campanha da diplomacia brasileira por uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas destacou que o governo da presidente Dilma Rousseff agiu corretamente ao liberar metade dos R$ 4 bi contingenciados em fevereiro.

No final de sua análise, o ex-ministro argumenta que a redução da taxa Selic não só ajudaria no reequipamento das Forças Armadas como estimularia o crescimento da economia brasileira como um todo. "Com juros menores, vamos pagar menos pelo serviço da dívida pública interna. Aí teremos mais recursos para fazer a nossa economia crescer, e muito. E conseguiremos elevar a arrecadação federal, sem aumentar a carga tributária, as alíquotas de impostos. Fora daí, francamente, vai ser difícil resolver essa equação e o cobertor vai continuar curto para todos", finalizou.



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