Dirceu se alia a Berzoini nas críticas a Mercadante

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) engrossou o coro dos que rechaçaram a nota do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) favorável à licença de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Em seu blog, o ex-ministro publicou texto em que alega que a saída temporária do peemedebista não é consenso entre a bancada do partido na Casa, mas "sentimento pessoal" do líder petista no Senado. Dirceu ainda endossa no texto palavras do presidente nacional da agremiação, o deputado Ricardo Berzoini (SP), para quem a atitude de Mercadante foi "infantil". O petista ressaltou que o PT "não assinará representação contra o presidente da Câmara Alta".

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

29 Julho 2009 | 17h20

O imbróglio entre o líder da bancada no Senado e outras lideranças do partido teve início quando Mercadante divulgou à imprensa, no começo de julho, uma nota em que a bancada petista na Casa se posicionava favorável ao licenciamento de Sarney do comando do Senado. Repreendido na época pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder petista retratou-se diante da imprensa e disse que a bancada do partido se alinhava ao discurso do Planalto.

Duas semanas após a saia-justa, o líder da bancada voltou a pedir a licença de Sarney, em decorrência de novas denúncias de que o peemedebista teria intercedido pela contratação do namorado de sua neta no Senado. Diante da insistência de Mercadante, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, desautorizou a posição do petista na Casa. "O que nós avaliamos é que isso não é um movimento do PT", avaliou.

Além da repreensão ao companheiro de partido, o blog de Dirceu têm nos últimos dias alfinetado aqueles que criticam a permanência de Sarney na presidência do Senado. Em um dos textos publicados, o ex-ministro chama o senador peemedebista Pedro Simon (PMDB-RS) de "Catão da República", ironizando a fama de austero do parlamentar. No blog, Dirceu critica também a posição "pouco atuante" de Simon contra os escândalos que envolvem a governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius.

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