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Dnit promete 'concurso interno' para evitar loteamento de cargos

Superintendentes, coordenadores e chefes de serviços serão escolhidos por processo seletivo

13 de fevereiro de 2012 | 22h 24

BRASÍLIA - Com o argumento de blindar seus cargos de comando contra o loteamento político, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) criará uma espécie de concurso interno para a nomeação de superintendentes regionais, coordenadores-gerais, chefes dos serviços de Finanças e Engenharia. Na quinta-feira, o Conselho de Administração da autarquia analisará proposta de resolução com as regras do processo seletivo. Trata-se de uma espécie de regulamentação da portaria, publicada em dezembro, que restringe os altos cargos de confiança aos funcionários de carreira.

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Diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe foi orientado a evitar ingerência política - Antônio Cruz/ABr - Divulgação - 02.09.2011
Antônio Cruz/ABr - Divulgação - 02.09.2011
Diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe foi orientado a evitar ingerência política

O Estado teve acesso à minuta do texto, que prevê a publicação de um edital com as regras de cada concurso e o perfil do servidor almejado para o cargo. Os candidatos terão de preencher uma ficha de inscrição.

Vão ser pontuados conforme critérios, como a adequação ao perfil, a experiência na área de atuação, as referências de chefes e colegas e a participação em cursos técnicos. Também será necessário passar por entrevista e apresentar diploma de curso gerencial oferecido pelo Dnit.

Após o "funil", os nomes dos três melhores classificados serão encaminhados à Diretoria Colegiada do Dnit, que indicará o ocupante da vaga. Em caso de vacância do cargo por até um ano, os candidatos preteridos serão novamente avaliados.

As regras propostas, que ainda podem sofrer alterações, cumprem determinação da presidente Dilma Rousseff ao novo diretor-geral do Dnit, coronel Jorge Ernesto Pinto Fraxe, de evitar a ingerência política na autarquia.

A atual cúpula do órgão tenta resistir a pressões políticas. Recentemente, barrou a nomeação do engenheiro Carlos Antônio Marcos Pascoal para a superintendência em Mato Grosso do Sul, que era negociada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS). Pascoal é investigado por supostas irregularidades no TCU. Procurado ontem, Delcídio não retornou as ligações.



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