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Duas visões: Quais são os rumos do carnaval carioca?

Músicos Moacyr Luz e Pedro Luís falam à BBC Brasil sobre o crescimento dos blocos de rua, dos limites da infraestrutura da cidade e da atuação do poder público.

23 de fevereiro de 2012 | 6h 00

Apesar de o carnaval já ter acabado oficialmente, há desfiles no Rio até domingo, quando o Monobloco, que no ano passado atraiu meio milhão de pessoas, sai pela Avenida Rio Branco - que na segunda-feira volta a ser o centro empresarial do Rio.

Moacyr Luz

BBC Brasil: Quais são os rumos do carnaval carioca?

Moacyr Luz: O Rio está bem inflado de blocos de rua. Acho que há um certo surto, uma certa euforia onde as pessoas precisam ir a todos os blocos. Passei por perto do Sargento Pimenta (bloco carioca que toca músicas dos Beatles) e parecia até que as pessoas estavam indo atrás de um guru. Mas não dava para enxergar nem o sargento, nem o pimenta.

Eu até fiz uma brincadeira no Twitter. Eu já fundei bloco, já participei de muitas coisas, e acho fundamental essa história dos blocos de rua, até porque vim de uma época em que se fugia do carnaval do Rio. Ia para a Região dos Lagos, passar o carnaval fora, até perceber que isso era uma traição com a cidade.

Mas hoje não há um bloco que não esteja absolutamente lotado, com pessoas ocupando demais o espaço. Não sei qual solução a gente vai ter. Mas que influi (no carnaval carioca), influi demais. Não sei se é uma questão de vaidade ter carros de som de uma magnitude baiana, como se estivéssemos em um trio elétrico, e aí quanto melhor o som, mais gente tem, e aí você entra numa espiral.




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