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'É natural eventual ligação PT-PSDB para 2008', diz Aécio

Costura do acordo vem sendo capitaneada pelo governador de Minas e pelo prefeito petista Fernando Pimentel

25 de fevereiro de 2008 | 13h 38
EDUARDO KATTAH - Agencia Estado

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), voltou a defender nesta segunda-feira, 25 a articulação para uma aliança entre petistas e tucanos na eleição municipal em Belo Horizonte. Ele classificou como "natural" o eventual entendimento entre PT e PSDB na capital mineira. A costura do acordo vem sendo capitaneada por Aécio e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) em torno de um candidato de consenso.   O governador de Minas Gerais disse também, que PT e PSDB não precisam ser inimigos declarados "toda a vida".   Veja Também:

'Não sou presidenciável', diz Tarso Genro sobre eleições 2010     "Se amanhã nós, que já temos identidade em tantas questões, em especial na área econômica, a partir da nova compreensão que o PT vem tendo, quem sabe podemos estar juntos na construção de um grande projeto futuro. Em Minas Gerais, estamos conversando. Em Belo Horizonte estamos conversando", afirmou.

O nome colocado como possível representante no eventual palanque único é o do atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio de Araújo Lacerda, filiado ao PSB e ligado ao ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

"Nós estamos vendo hoje um desaguadouro natural de entendimentos, de parcerias, que ajudaram a melhorar a questão da saúde pública, que vêm ajudando a melhorar a questão da segurança, que vêm enfrentando a questão viária de Belo Horizonte, para citar apenas alguns aspectos. Então, é um desdobramento a meu ver natural", disse o governador. "Na verdade, ao longo dos últimos anos, o prefeito e eu temos tido uma relação de extraordinária cooperação".   Segundo ele, esse aliança pode oxigenar a vida política do País e ser seguida em outros estados."Eu não acho que eu tenha que indefinidamente estar no campo oposto. Há figuras do PT com as quais eu tenho identidade", afirmou o governador.   Questionado se teria interesse em apoio do presidente Lula nas próximas eleições presidenciais, Aécio Neves respondeu: "Eu não ousaria isto. Eu sou candidato a fazer um grande segundo governo em Minas Gerais".

Aécio, porém, tem procurado minimizar os interesses pessoais em torno da aliança e sua possível repercussão em 2010. "Quem deve conduzir estas questões, até para avaliar a possibilidade concreta da sua consolidação, da sua efetivação, são as lideranças partidárias. Essa é uma questão que deve ser tratada pelos partidos políticos daqui por diante", disse.   Texto atualizado às 16 horas


  

Tópicos: Eleições 2010

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