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'É preciso checar a veracidade das informações', diz Múcio

Ministro de Relações Institucionais, ele diz não acreditar em ordem do governo para grampos

30 de agosto de 2008 | 14h 21
Christiane Samarco, João Domingos e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo

Um dos possíveis grampeados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, disse não acreditar que representantes do governo tenham dado ordens para espionar aliados e opositores. "É preciso checar a veracidade das informações", avaliou. "Estamos apenas na lista de suspeitos", brincou. "O fogo amigo que está sendo divulgado pode não ser um grampo."

 

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José Múcio observou que os supostos grampos atingem "todos", governo e oposição. "Mas é claro que não é bom estar sob suspeição", disse. Em viagem ao sertão pernambucano, o ministro informou que irá fazer uma análise do quadro e conversar com outros representantes do governo na próxima segunda-feira, em Brasília. A uma pergunta sobre o papel do Ministério da Justiça no caso, ele disse não acreditar que a pasta comandada por Tarso Genro tenha coordenado gravações clandestinas. "Não acredito nisso", afirmou.

 

Em relação a suas conversas, o ministro voltou a dizer que seu telefone é uma "rádio comunitária". "A mim não incomoda", ressaltou. "Qualquer avaliação deve ser feita após confirmar a veracidade das informações", completou.




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