'Eles acham que a gente sabe algo a mais', diz Virgílio sobre CPI
Ao estadao.com.br, líder do PSDB fala sobre a CPI da Petrobras: 'ninguém breca investigação eternamente'
O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, é também uma das principais vozes da oposição. Mas nos últimos dias virou o "empecilho" para a instalação da CPI da Petrobras, que vai investigar, entre outras denúncias, a manobra contábil que levou a empresa ao não pagamento de cerca de R$ 4 bilhões em tributos federais. "Não vou sair, querem que eu saia, mas comigo ou sem mim, vai ter investigação", afirma o senador sobre a relatoria da CPI da ONGs, posto que ocupou há duas semanas.

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Governistas alegam que detêm a vaga da relatoria, ocupada anteriormente por Inácio Arruda (PCdoB-CE) até ser deslocado para a CPI da Petrobras. Como o regimento da Casa não permite que um parlamentar suplente ocupe um cargo de comando em comissão, seu lugar foi ocupado por Virgílio. Agora, a base condiciona a instalação da CPI da Petrobras à retomada do posto por um aliado.
Em entrevista ao estadao.com.br, Virgílio conta que os governistas "sabem por que estão com medo" do início dos trabalhos na CPI: "Eles acham que a gente sabe mais do que, de fato, já sabemos."
Confira os principais trechos da entrevista:
O que o senhor acha desta justificativa de que é o "empecilho" que adia a CPI da Petrobras?
Olha, querem que eu saia da CPI das ONGs, mas eu não vou sair. Temos a maior bancada (junto com o DEM, oposição tem 27 senadores). Isto está definido, eu já tenho um roteiro definido, tenho trabalhado exaustivamente no relatório de 16, 18 páginas, que vai tratar de propostas da transferência de recursos para ONGs (por parte da estatal). Comigo ou sem mim, vai ser investigado. O que sei é que é impossível brecar eternamente uma investigação.
Quais são os próximos passos?
O Sarney (José, presidente da Casa) que me desculpe, mas semana que vem vou ocupar a tribuna para exibir este meu projeto, para expor meu trabalho. Entregaremos também informações que temos para o Ministério Público.
Também na terça-feira, pedi uma reunião de líderes, inclusive chamei o José Aníbal, líder na Câmara, para discutir o que fazer sobre a CPI.
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