Em carta, Sarney diz que PF vai investigar empresa do neto
Presidente do Senado anexa à carta ofício em que pede para se apurar atuação da Sacris em empréstimos
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), enviou carta aos 80 senadores para explicar a participação de seu neto José Adriano Cordeiro Sarney na intermediação de crédito consignado a servidores da instituição no HSBC. Sarney anexou à carta ofício encaminhado no dia 26 ao ministro da Justiça, Tarso Genro, pedindo que a Polícia Federal investigue todos os empréstimos intermediados pela empresa Sarcris, da qual José Adriano era sócio, bem como os das demais operadoras que atuam no Senado.
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Na carta aos parlamentares, o presidente do Senado informou que a autorização da administração do Senado ao HSBC para que explorasse a concessão de empréstimos consignados foi dada em maio de 2005. Sarney lembrou que, naquele ano, não ocupava nenhum cargo na instituição.
"A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de dezembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização", acrescenta o presidente do Senado na nota encaminhada aos colegas. Nas explicações, Sarney ressalta que, em fevereiro, quando assumiu a Presidência do Senado, a empresa do neto já não operava na Casa.
O senador anexou à carta enviada aos senadores as explicações encaminhadas por José Adriano ao jornal O Estado de S. Paulo, que publicou a matéria sobre a atuação da Sarcris no Senado. Os parlamentares receberam também a nota divulgada pelo HSBC e o ofício que Sarney enviou ao ministro da Justiça.
O HSBC informou, nessa nota, que a Sarcris foi cadastrada em 9 de maio de 2007 e registrada para operar no Senado em nome do banco em 11 de setembro do mesmo ano. "Entre o final de 2008 e fevereiro de 2009, o HSBC desativou todas as parcerias com aqueles seis correspondentes, inclusive a Sarcris", informou o banco.
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