Em carta, Vilagra nega acusações e se diz perplexo
Vice-prefeito divulgou carta aberta na qual disse ter recomendado ao prefeito o afastamento dos citados no processo
Em carta aberta divulgada no início desta noite, o vice-prefeito de Campinas (SP), Demétrio Vilagra (PT), manifestou-se pela primeira vez desde que a Promotoria do Estado e a polícia deflagraram, em 20 de maio, uma megaoperação que culminou com a denúncia de sete acusados pelo Ministério Público (MP) dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraudes em licitações. Além de Vilagra, fariam parte da suposta organização criminosa a primeira-dama, Rosely Nassim dos Santos, ex-secretários, ex-funcionários públicos e empresários.
No documento, Vilagra afirma que as denúncias da Promotoria em relação a ele são falsas. O vice-prefeito diz estar perplexo e indignado. "O Ministério Público investiga essas denúncias, segundo informações da imprensa local, desde o ano passado. (...) Desde o início das investigações, manifestei meu apoio irrestrito aos trabalhos dos promotores, acompanhei, assim como vocês, dezenas de pessoas sendo ''convidadas'' a depor. Eu nunca fui convidado nem convocado pelo Ministério Público. Como vice-prefeito, teria prazer em depor a qualquer momento, se convocado. Isto nunca ocorreu", disse.
O petista afirmou ter recomendado ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) o afastamento de todos os citados no processo e, por isso, quando recebeu durante suas férias na Espanha a informação de que estava sendo arrolado como suspeito, pediu afastamento de suas funções na Ceasa. Vilagra informou ter comprado seu pacote de viagem em oito vezes e, mesmo perplexo, ter se apresentado às autoridades. Ele foi preso no dia 26 de maio. "Depois do constrangimento de uma noite no Centro de Detenção Provisória, de uma longa a cansativa viagem e das terríveis tensões decorrentes das informações que chegavam até mim, depus no mesmo dia aos promotores", afirmou.
O vice-prefeito refutou as acusações de ter recebido R$ 20 mil de empresários investigados pelo MP. "Tenho rendimentos provenientes de minha anistia, aposentadoria e salários que justificam plenamente os R$ 60 mil apreendidos em minha residência", disse Vilagra. "Estou, inclusive, solicitando formalmente à Justiça que devolva o dinheiro, pois tenho R$ 104 mil em multas eleitorais a pagar, conforme consta inclusive em meu Imposto de Renda."
Notícias relacionadas:
- TRE decide que Campinas-SP terá eleições indiretas
- Papa nomeia d. Airton José arcebispo de Campinas-SP
- Lula lamenta falta em aniversário do PT e diz que tratamento contra o câncer está na etapa final
- TRE suspende eleição indireta para prefeito em Campinas
- TRE suspende eleições indiretas em Campinas (SP)
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 04 ONU critica legislação brasileira e cobra ...
- 05 Kassab diz a petistas que apoio a Serra ...
- 06 Radiação de Fukushima, no Japão, circulou ...
- 07 Presidente do Irã se queixa de ...
- 08 Cúpula petista já traça cenário em SP com ...
- 09 'Credibilidade do Brasil ajudará diálogo ...
- 10 Incêndio em porta-aviões militar deixa um ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados










