Em discurso, Arruda pede perdão por 'pecados' no DF
Governador, acusado de receber propina de empresários, disse ter pecado ao manter Durval Barbosa
Em discurso durante a posse de diretores do ensino público, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), pediu "perdão" pelo que chamou de erros cometidos no escândalo que ficou conhecido como "mensalão do DEM", segundo reportagem da rádio CBN.
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Essa é a primeira vez que o governador fala publicamente sobre o assunto. Ele pediu a desfiliação do Democratas (DEM) no começo de dezembro, depois de virem à tona imagens em que ele e integrantes do alto escalão do governo aparecem recebendo fartos maços de dinheiro, supostamente provenientes de propina paga por empresários. O assunto é alvo da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). A Assembleia Legislativa do DF analisa dois pedidos de impeachment contra o governador.
No discurso desta quinta-feira, Arruda reconhece que as imagens em que aparece recebendo dinheiro são fortes e diz perdoar seus adversários. Ele justificou os acontecimentos dizendo ter "pecado" pela "ingenuidade" de ter mantido o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa no governo.
"Talvez, ingenuamente, permiti que esses interesses contrariados ficassem tão perto de nós. Devo também ter cometido erros, é claro. Quero dizer a vocês, de coração mesmo, que eu já perdoei todos que me agrediram. Eu perdoo a cada dia aos que me insultam. Eu entendo as suas indignações pela força das imagens. E sabe porque eu perdoei? Porque só assim eu posso também pedir perdão pelos meus pecados", disse Arruda.
O governador falou por cerca de 25 minutos, mas não respondeu às perguntas dos jornalistas.
"Tento dizer há 40 dias, que aquele dinheiro que recebi dois anos antes de ser governador, foi registrado no TRE. Mas eu sei que o tempo, senhor da razão, irá explicar à sociedade por que essas pessoas se voltaram contra mim. Eu sei. Porque não conseguiram repetir no meu governo o que faziam antes", disse, numa referência à ligação entre Durval Barbosa e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), antigo aliado e hoje um desafeto de Arruda.
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