Em discurso, Dilma reforça defesa de Estado forte
Aclamada ontem como pré-candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pregou o fortalecimento do Estado, mas fez questão de destacar que a preservação da estabilidade macroeconômica, com manutenção do equilíbrio fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante, serão a base das ações de seu governo.

“Não haverá retrocesso nem aventuras”, afirmou Dilma no 4º Congresso Nacional do PT, em Brasília, que aprovou as diretrizes de seu programa de governo. Em meio a promessas de continuar os investimentos sociais iniciados no governo Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra encontrou espaço para críticas à oposição.
"Não mudamos, como se fez no passado, as regras do jogo no meio da partida.” Com menos espontaneidade que Lula, a ministra se revelou um tanto dura ao falar e seguiu praticamente à risca o discurso escrito dias antes. Em um texto que começou com tom que deveria soar emocionado, citando os poetas Carlos Drummond de Andrade, mineiro, e Mário Quintana, gaúcho, e relembrando seu passado, ela afirmou que nunca esperou ser candidata.
“Jamais pensei que a vida viesse a me reservar tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo, com humildade, serenidade e confiança.” Depois de elogiar e relembrar os principais programas do governo Lula, Dilma começou a enumerar suas metas.
Garantiu que tudo será feito para manter a estabilidade econômica - uma cobrança que começou a aparecer depois que as primeiras diretrizes de seu provável programa de governo mostraram uma tendência mais à esquerda. No entanto, enfatizou a determinação de “continuar valorizando o servidor público” e “reconstituindo o Estado” e rebateu as críticas de que o governo petista inchou a máquina pública.
Continuidade
Em todo o discurso, as promessas de Dilma partiram do que foi feito por Lula e como ela poderá avançar, a partir daí. Educação, pré-sal, ampliação do programa Bolsa Família, Luz para Todos foram o centro das promessas da pré-candidata.
Mais emocionado, Lula assumiu o papel de avalista incondicional da candidatura de Dilma. Disse que a ministra é alvo do preconceito, mas está pronta para superar o desafio da campanha. “Eleger a Dilma é a coisa mais importante do meu governo”, destacou.
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