Em nota, Arruda e vice acusam Barbosa de tentar prejudicá-los
Vídeo mostrou governador recebendo propina das mãos do ex-diretor de Relações Institucionais do DF
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e o vice, Paulo Octávio, manifestaram-se na noite deste domingo, 29, dois dias depois de deflagrada pela PF, com a autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Operação Caixa de Pandora.
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Em nota, eles dizem que Durval Barbosa, ex-diretor de Relações Institucionais do Distrito Federal, agiu de "forma capciosa e premeditada" para prejudicá-los com uma "versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração."
"Estamos tranquilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando", afirmam.
ESQUEMA
A subprocuradora da República Raquel Dodge anexou ao pedido de abertura de inquérito da Operação Caixa de Pandora, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma coleção de vídeos que, de acordo com a investigação, revelam em detalhes como funcionava a máquina de arrecadação e distribuição de propina no governo do Distrito Federal. O primeiro dos 30 vídeos expõe o governador como suposto "chefe da quadrilha", atuando desde o tempo em que era deputado federal, de 2003 a 2006, e depois eleito para o comando do DF.
Segundo apuração da Polícia Federal, Arruda se beneficiava diretamente da cobrança de propinas em cumplicidade com o governo anterior, de Joaquim Roriz (2003-2006), que lhe teria dado carta branca para operar com o cabeça do esquema, o então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) Durval Barbosa. Depois de ser caixa de campanha de Arruda, Durval assumiu a Secretaria de Relações Institucionais do governo eleito em 2006.
Na primeira fita entregue pela procuradoria, Arruda aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, das mãos de Barbosa. O dinheiro, conforme apurou a PF, seria para pagamento de despesas pessoais do governador.
A investigação indica que a fonte do dinheiro foi a empresária Cristina Boner, do grupo TBA, que o teria repassado a título de "pedágio" regular pelos contratos supostamente direcionados por Arruda para a empresa com o então governo Roriz.
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