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Em pedido de investigação à PF sobre quebra de sigilo, Dutra cita Aécio

O presidente do PT negou estar insinuando acusações contra o ex-governador de MG, mas vê que há suposto interesse de tucanos mineiros na origem do vazamento

06 de setembro de 2010 | 20h 25
Denise Madueño, da Agência Estado

BRASÍLIA - O PT e a campanha da candidata Dilma Rousseff partiram para o contra-ataque ao candidato José Serra (PSDB) no escândalo da quebra de sigilo fiscal de integrantes da cúpula tucana e de Verônica Serra. O presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, recorreu à Polícia Federal para pedir a apuração de suposto interesse de tucanos mineiros na origem do vazamento de dados e elaboração de dossiê para atingir Serra.

O dirigente petista incluiu ao pedido de investigação encaminhado anteriormente à PF cópias de reportagens publicadas, de junho até agora, dando conta de que a coleta de dados dos tucanos teria sido resultado de fogo-amigo no PSDB, durante o período em que o então governador de Minas, Aécio Neves, enfrentava uma disputa interna com Serra em torno da escolha do candidato à presidência da República. É o que relata uma das reportagens anexadas por ele no pedido à PF.

Dutra nega que esteja fazendo insinuações ou acusando indiretamente Aécio Neves de ter interesse e de estar por trás de devassa em dados fiscais de Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, de Ricardo Sérgio e Marin Preciado, cunhado de Serra.

"Nós não vamos fazer qualquer acusação ou ilação com relação aos responsáveis pelos fatos dessa natureza, mesmo da oposição", disse Dutra. "Cabe à PF fazer investigação entre um episódio e o outro, considerando que há informações de coleta de material jornalístico", continuou. Uma das reportagens encaminhadas por Dutra à PF, publicada na revista Época desta semana, relata que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., no ano passado, quando trabalhava para o jornal O Estado de Minas, foi escalado para fazer investigações sobre pessoas ligadas a Serra.

De acordo com a reportagem, o interesse do jornal poderia estar relacionado ao apoio que a empresa deu ao projeto de candidatura presidencial de Aécio, encerrada meses depois. Ainda segundo a reportagem, o jornalista, depois que deixou o jornal, teria manifestado interesse em levar as informações para a campanha de Dilma.

"Todas as matérias dizem respeito as investigação sendo feitas contra pessoas do PSDB", disse Dutra. O interesse, segundo o dirigente petista, é verificar as relações da investigação jornalística com a quebra de sigilo fiscal. "Há coleta de informações feita em Minas sobre o PSDB, queremos que a Polícia Federal investigue que grau de veracidade tem isso e a relação entre os dois casos", reafirmou.




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